Usuários dão preferência para aplicativos de mensagem e linhas pré-pagas de celular encolheram 12%
Participação caiu de 83%, em 2009, para 72% do mercado nacional
Economia|Juca Guimarães, do R7

As operadoras de telefone celular estão adaptando os seus pacotes para acompanhar a preferência dos usuários pelos aplicativos de mensagens de textos, como o WhatsApp. A mudança de comportamento fica evidente na queda da participação dos planos pré-pagos no mercado de telefone. Nos últimos seis anos, caiu de 83% para 72,9%, uma redução de 12,1%.
Atualmente, o Brasil tem 269 milhões de celulares ativos, sendo 72,9 milhões de linhas pós-pagas (27% do total) e 196,6 milhões de pré-pagas (72,9% do total). A redução do pré-pago se intensificou no ano passado e deve ser uma tendência para 2016. Em Abril de 2015, segundo a Anatel, a participação do pré era de 75,2% e o pós era de 24,7%.
Para Eduardo Tude, diretor da Teleco, empresa de pesquisa e análise de dados do setor de telefonia, a mudança de perfil dos usuários já reflete nas estratégias comerciais das operadoras.
— A queda está relacionada ao abandono do segundo chip por parte do usuário que agora tem a opção de se comunicar através de aplicativos de mensagens. Isso já provocou mudanças nas operadoras, a TIM e a Oi igualaram os preços do minuto de chamadas para outras operadoras com o preço para celulares da mesma operadora.
Desde a metade do ano passado, todas as operadoras aumentaram a cota de dados de seus pacotes, facilitando a vida dos clientes que preferem se comunicar por aplicativos de mensagens.
Nos primeiros onze meses de 2015, a base de clientes de planos de celular pré-pagos perdeu 27 milhões de usuários, segundo comparativo da Teleco. As operadoras com maiores reduções foram a Tim (com 7,6 milhões a menos) e a Claro (com perda de 4,5 milhões). A base do pós-pago cresceu 5,2 milhões. Os destaques foram a Vivo com mais 2,6 milhões e a Tim que ganhou mais 1,2 milhão de usuários no pós-pago.















