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Vale contesta MPF e diz que mineração em Onça Puma está paralisada

Economia|Do R7

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Por Marta Nogueira

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A mineradora Vale contestou nesta sexta-feira o Ministério Público Federal no Pará (MPF/PA) e afirmou que as atividades de mineração de níquel de Onça Puma, no Estado, estão paralisadas desde 9 de outubro, cumprindo decisão judicial.

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A ordem de paralisação, dada em 8 de outubro, foi resultado de um recurso impetrado pelo MPF em um processo que acusa a mineradora por descumprimento da licença ambiental da mina e pela contaminação do rio Cateté por metais pesados.

"A Vale informa que desde 09/10 vem cumprindo a decisão judicial de paralisação da atividade de mineração em Onça Puma, localizada em Ourilândia do Norte (PA)", afirmou a empresa em nota enviada à Reuters.

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Segundo a companhia, a Vale já ingressou com recurso visando reestabelecer as atividades, apresentando laudos técnicos que "comprovam a inexistência de relação entre a sua atividade e os elementos dissolvidos encontrados na água do Rio Cateté".

A procuradora da República do MPF/PA Luisa Sangoi afirmou à Reuters nesta sexta-feira que os índios locais enviaram relatos e provas de que Onça Puma não parou.

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"A Vale diz que está cumprindo, mas os índios dizem que as atividades não estão suspensas... Além dos relatos dos índios, recebemos fotos das associações indígenas", afirmou a procuradora.

Segundo ela, nesta semana, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) enviou ofício à Justiça Federal em Redenção (onde começou o processo judicial) para que obrigue a paralisação.

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Além da paralisação da mina, o processo judicial sobre a Onça Puma também trata da compensação socioambiental aos índios.

O MPF afirma que a empresa instalou a exploração minerária sem implantar os planos e projetos para mitigar e compensar os impactos que causa às comunidades.

Por decisão judicial, a empresa foi obrigada a pagar, a partir de agosto de 2015, o valor mensal de 1 milhão de reais para cada aldeia afetada.

O STJ aceitou um pedido da mineradora para que o dinheiro fosse, por enquanto, depositado em juízo e não repassado aos índios.

Em sua nota, a Vale afirmou que já comprovou o depósito de 7,4 milhões de reais em conta judicial perante o Tribunal Regional Federal da 1ª Região, que deverá ficar bloqueada por recente decisão do STJ.

"A Vale vem atrasando o pagamento desses depósitos", contestou a procuradora Luisa Sangoi.

O processo do MPF contra a Vale no caso da Onça Puma tramita desde 2012, explicou a procuradora.

Anteriormente, uma decisão do Tribunal Regional Federal em Brasília chegou a ordenar a paralisação do empreendimento, mas teve seus efeitos suspensos após a Vale entrar com mandado de segurança em agosto.

A Vale, uma das maiores produtoras de níquel do mundo, afirmou que a análise de amostras realizadas pelo Instituto de Perícia Paraense não demonstra a contaminação por níquel e que a presença de elementos dissolvidos decorre da condição geológica da área, sem relação com a atividade da Vale na região.

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