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Vale está mais próxima de desinvestimento em fertilizantes

Economia|Do R7

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Por Christian Plumb

NOVA YORK (Reuters) - A mineradora Vale está mais próxima de realizar uma operação de desinvestimento de seus ativos de fertilizantes, afirmou nesta terça-feira o presidente-executivo da companhia, Murilo Ferreira, durante entrevista a jornalistas após o evento Vale Day, na bolsa de Nova York.

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Ele disse que não poderia dar mais detalhes sobre a negociação ou sobre por que a transação, amplamente esperada, não é anunciada.

Uma fonte disse à Reuters anteriormente que a norte-americana Mosaic poderia pagar cerca de 3,6 bilhões de dólares por alguns dos ativos de fertilizantes da Vale.

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A Vale, maior produtora de minério de ferro do mundo, está aproveitando os recentes ganhos nos preços de metais e o sucesso das medidas de cortes de gastos para repensar o ritmo do plano de venda de ativos para reduzir a dívida, disseram executivos nesta terça-feira.

O minério de ferro, por exemplo, acumula uma alta no ano de cerca de 180 por cento no mercado futuro de Dalian, na China, principal importador global da commodity e maior cliente da Vale.

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Durante a entrevista, Ferreira foi questionado sobre planos de outros desinvestimentos e estratégias para levantar recursos.

Há dois anos, no mesmo evento em Nova York, ele disse que a Vale considerava vender fatia de 30 a 40 por cento da sua unidade de metais básicos por meio de uma oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês).

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Questionado sobre esse assunto, ele descartou tal movimento.

"Em relação a base metals, não achamos que é o momento para qualquer transação estratégica", disse, citando a força dos preços dos metais.

Ele explicou que, com o crescimento do mercado de carros elétricos, e consequentemente da demanda por níquel para baterias, os ativos de metais básicos da Vale tendem a gerar valor para a companhia.

"Hoje a Vale está em posição muito interessante em relação a essa grande mudança estrutural que teremos em relação a carros elétricos. Tenho expectativa muito positiva. Em cinco anos, metade dos veículos dos países do G7 será desses veículos. A gente vê uma perspectiva estratégica muito atraente.", afirmou.

Sobre uma possível transação de venda de fluxos futuros de minério de ferro, conforme disseram à Reuters fontes envolvidas nas negociações há alguns meses, o executivo indicou que essa é uma opção para financiar a companhia, mas que existem outras. Ele afirmou que elas serão analisadas levando em conta as condições de mercado.

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(Com reportagem adicional de Roberto Samora e Marcelo Teixeira)

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