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Vale fará aportes em MG para minimizar queda de arrecadação por paralisações

Economia|Do R7

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RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Vale fará aportes financeiros em Minas Gerais, em busca de minimizar perdas de arrecadação nos municípios onde a companhia parou suas atividades, após o rompimento mortal de uma de suas barragens em Brumadinho (MG), conforme informou nesta quarta-feira no Twitter.

Atualmente, a maior produtora global de minério de ferro tem cerca de 93 milhões de toneladas/ano de capacidade de produção congelada no Estado, por iniciativa própria ou determinação de autoridades, enquanto diversas barragens passam por uma revisão de segurança.

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Diante dos cortes, as exportações de minério de ferro do Brasil em março caíram 25,9 por cento na comparação com o mesmo mês do ano passado, para 22,18 milhões de toneladas, o menor volume mensal em seis anos.

O objetivo, segundo a Vale, é apoiar as cidades a manterem a oferta de serviços essenciais à população apesar da queda da arrecadação.

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"Ressaltamos que foi feito anteriormente um acordo semelhante com o município de #Brumadinho", afirmou.

O novo acordo foi feito com os prefeitos dos municípios mineradores de Barão de Cocais, Belo Vale, Congonhas, Itabirito, Mariana, Nova Lima, Ouro Preto, Rio Acima, São Gonçalo do Rio Abaixo e Sarzedo, conforme informou a empresa.

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"Uma das mais importantes ações anunciadas foi um acordo com a AMIG (Associação de Municípios Mineradores de Minas Gerais e do Brasil), no valor de 100 milhões de reais", disse também a mineradora em conta no Twitter.

A empresa também afirmou que estuda com o governo de Minas Gerais a possibilidade de adotar um novo enquadramento fiscal, que permitirá que o governo recolha 107 milhões de reais adicionais por ano a partir de 2020 em ICMS sobre a venda de minério da Vale para uma empresa siderúrgica em outro Estado.

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"Sobre o novo enquadramento, existe a possibilidade de ser repassado também o valor retroativo aos últimos cinco anos, que chegaria a 550 milhões de reais", afirmou.

Também será feito, de acordo com a mineradora, um pacote de aportes para a Defesa Civil e para a Polícia Militar com o intuito de apoiar a segurança pública, totalizando 9 milhões de reais.

O rompimento da barragem de Brumadinho, que armazenava rejeitos do beneficiamento de minério de ferro, deixou mais de 300 mortos e atingiu comunidades, mata e rios da região, incluindo o importante rio Paraopeba.

O desastre ocorreu ainda pouco mais de três meses após rompimento da barragem da Samarco, joint venture da Vale com a BHP, em Mariana (MG), que deixou 19 mortos, centenas de desabrigados e poluiu o rio Doce até o mar capixaba. Foi considerado o maior desastre ambiental do Brasil.

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(Por Marta Nogueira)

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