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Vale para unidade de Onça Puma após decisão judicial; mas vai recorrer

Economia|Do R7

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SÃO PAULO (Reuters) - A Vale informou nesta quinta-feira que paralisou suas atividades de mineração de níquel na unidade Onça Puma (PA) após decisão judicial determinando medidas compensatórias em favor de comunidades indígenas supostamente afetadas pelo empreendimento.

A empresa afirmou ainda que adotará os recursos cabíveis contra a decisão da 5ª turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, "de acordo com seu direito de ampla defesa".

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Inaugurada em 2011, Onça Puma representou produção de 24,1 mil toneladas de níquel em 2016, parcela menor da produção dessa commodity da Vale, líder desse mercado. No ano passado, a empresa produziu 311 mil toneladas de níquel.

A Vale afirmou que elementos encontrados no rio Cateté, na região do projeto, já estavam no local antes da implantação do empreendimento, e que não há relação entre isso e alegados problemas de saúde com a atividade de mineração de Onça Puma.

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Segundo a Vale, no julgamento da véspera, o representante judicial do Pará confirmou que toda a atividade de Onça Puma é fiscalizada por técnicos da Secretaria de Meio Ambiente e que alguns elementos encontrados no rio, em níveis acima da norma, estão relacionados a uma condição natural da geologia da região, rica em minérios e outras atividades (garimpos, pecuária etc).

A companhia disse ainda que repassa cerca de 13 milhões de reais por ano aos indígenas da etnia Xikrin, "contribuindo para o desenvolvimento" da comunidade, e reforça que está aberta ao diálogo com representantes do Ministério Público Federal.

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Na decisão, o TRF afirmou que a suspensão da atividade em Onça Puma deve valer "até que seja comprovada a implantação do plano de gestão econômico e ambiental e das demais medidas compensatórias em favor das comunidades indígenas afetadas".

Também foi determinado pelo TRF que a Vale deposite um salário mínimo mensal por membro de cada aldeia afetada pelo empreendimento.

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A ação foi movida pelo Ministério Público Federal, que entendeu que a unidade estaria em operação sem atender todas condicionantes previstas em seu processo de licenciamento.

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(Por Luciano Costa e Roberto Samora)

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