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Vazamentos levam Transpetro a perder licenças "ship to ship" em Angra dos Reis

Economia|Do R7

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As licenças da Transpetro, subsidiária de transporte e logística da Petrobras, para realizar operações ship to ship (navio para navio) na Baía da Ilha Grande, em Angra dos Reis, Costa Verde do Rio, foram cassadas nesta quarta-feira pelo Conselho Diretor do Instituto Estadual do Ambiente (Inea). A decisão decorre de dois vazamentos de óleo ocorridos na região. A empresa tem um prazo de 60 dias para interromper as operações.

"A Baía de Ilha Grande é um patrimônio ambiental do Brasil, não só do Rio de Janeiro. A decisão tem o objetivo de proteger esse importante santuário da fauna marinha, que foi atingido recentemente por dois acidentes ambientais ocorridos no terminal da Transpetro", afirmou o secretário estadual do Ambiente, André Corrêa, em nota divulgada há pouco.

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No último dia 16 de março, um vazamento em um tanque de lastro do navio Gothemburg, que transferia óleo cru para a embarcação Buena Suerte, no Terminal Marítimo Maximiliano da Fonseca (Tebig), em Angra, resultou no vazamento de centenas de litros de óleo no mar. A mancha de óleo chegou até a Baía de Sepetiba, em Mangaratiba, invadindo o habitat de uma espécie ameaçada, o boto cinza.

Em função do vazamento, a Transpetro foi multada em R$ 50 milhões pelo Inea. Porém, um novo acidente ocorreu na quinta-feira passada (2), resultando em outro derramamento de óleo no terminal. Ainda segundo a Secretaria de Estado do Ambiente do Rio de Janeiro (SEA), a Transpetro pode recorrer da cassação nos próximos 15 dias.

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