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Venda da Keystone deve ser anunciada nas próximas semanas, diz Marfrig

Economia|Do R7

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SÃO PAULO (Reuters) - A venda da unidade norte-americana Keystone da Marfrig deve ser anunciada "no máximo" nas próximas semanas, afirmou o diretor financeiro da companhia brasileira de carne bovina, Eduardo Miron, nesta quarta-feira.

Segundo o executivo, a diretoria da companhia está nesta quarta-feira nos Estados Unidos tratando de negociações para a venda da unidade que fornece alimentos para redes de lanchonetes e restaurantes.


"Estamos fazendo nossa teleconferência de resultados (de segundo trimestre) aqui nos EUA e não no Brasil por causa do processo de negociação. Está avançando, pode acontecer a qualquer momento, nas próximas semanas no máximo", disse Miron em entrevista com jornalistas por telefone.

Ele, porém, se recusou a dar mais detalhes sobre os grupos com quem a Marfrig está negociando a unidade. No final de julho, fonte com conhecimento do assunto afirmou à Reuters que a Marfrig estava negociando com exclusividade com a norte-americana Tyson Foods sobre a Keystone.


Miron também reafirmou compromisso da Marfrig em reduzir a relação dívida líquida sobre lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado para abaixo de 2,5 vezes até o final do ano e que a empresa está "bastante confortável" com isso. A Marfrig encerrou junho com alavancagem de 4,2 vezes.

As ações da empresa tinham queda de 4,2 por cento às 12h11, enquanto o Ibovespa mostrava baixa de 1,8 por cento.


Além da venda da Keystone, a Marfrig segue comprometida com planos de venda de sua fábrica remanescente na Argentina. "Nada mudou sobre o que tínhamos colocado antes", disse Miron.

A Marfrig divulgou na noite da véspera prejuízo líquido de 582 milhões de reais, acima do resultado negativo de 262 milhões sofrido no segundo trimestre de 2017. O resultado foi pressionado por adesão da empresa a um programa de renegociação da dívida do Funrural, que impactou o balanço em 616 milhões de reais.


O desempenho da empresa no Brasil também foi afetado pela greve dos caminhoneiros, disse o presidente-executivo da Marfrig, Martín Secco. Ele acrescentou que a empresa está voltando à normalidade de operações no país e nas exportações, que sofreram "impacto importante" durante a paralisação dos motoristas.

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(Por Alberto Alerigi Jr.)

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