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Venda de imóveis usados cai e locação tem sétimo resultado negativo

Foi o pior desempenho registrado este ano pela pesquisa feita pelo Creci-SP

Economia|Do R7

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A locação residencial tem saldo negativo acumulado no ano de 5,25%
A locação residencial tem saldo negativo acumulado no ano de 5,25%

A venda de imóveis usados na cidade de São Paulo caiu em setembro, com diminuição de 41,98% no número de casas e apartamentos vendidos em comparação com agosto.

Esse foi o pior desempenho registrado este ano pela pesquisa feita mensalmente pelo Creci-SP (Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo). Mesmo com esse resultado, as vendas de usados acumulam saldo positivo de 11,49% no período janeiro-setembro.

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Já o mercado de locação residencial apresenta saldo negativo acumulado no ano de 5,25%. Esse foi o sétimo resultado negativo seguido das novas locações. As exceções são fevereiro (+ 26,59%) e março (+ 4,45%). Em setembro, a queda nas contratações foi de 1 2,06% em relação a agosto.

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O presidente do Creci-SP, José Augusto Viana Neto, afirma que As vendas, embora oscilem de um mês para outro, têm encontrado sustentação nos financiamentos bancários.

—Mas a locação, como não pode ser “financiada”, a longo prazo, sente mais diretamente os efeitos do estreitamento da renda das famílias.

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Esse aperto na renda familiar foi expresso, por exemplo, em pesquisa da Fecomércio (Federação do Comércio do Estado de São Paulo) - 52,6% das famílias paulistanas estavam endividas em Setembro.

— As famílias têm sentido o peso do aluguel em seus orçamentos.

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Viana Neto acrescenta que "não se pode dizer que o custo mensal de locação de uma casa ou apartamentos seja barato e plenamente acessível a todos os extratos de renda".

Exemplos

Um apartamento de três dormitórios na zona B é alugado por R$ 2.566,67 e um apartamento simples de um dormitório sai por R$ 1.027,78 na zona D.

A zona B reúne bairros como Aclimação, Brooklin, e Cerqueira César, entre outros; estão agrupados na zona D bairros como Casa Verde, Cidade Ademar, Itaberaba e Jaçanã.

— Esse aluguel médio de R$ 1.027,78 é mais que o teto de R$ 1.019 per capita definido pelo governo para classificar as famílias de classe média alta.

A Secretaria de Assuntos Estratégicos do Governo Federal definiu em 2012 como critérios para identificação da classe média brasileira o grupo composto por famílias com renda per capita entre R$ 291 e R$ 1.019, universo que representa 54% da população.

— Em uma família de três pessoas que ganhem esse teto da classe média oficial, uma delas trabalhará apenas para pagar o aluguel. Se é assim difícil para essa classe média alta pagar um aluguel, não é preciso muito esforço para imaginar as agruras que enfrentam famílias que estão na base da pirâmide social.

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