Análise: ponto positivo das tarifas aplicadas pelos EUA é que o Brasil procura outros mercados
Governo brasileiro começa processo para aplicar lei da reciprocidade em resposta ao tarifaço imposto por Trump
Economia|Do R7, com RECORD NEWS
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O governo brasileiro começou o processo para aplicar a lei da reciprocidade contra os Estados Unidos, em resposta ao tarifaço imposto pelo governo de Donald Trump a produtos brasileiros. Em nota, o Planalto informou que notificou o governo norte-americano sobre o início do processo e pediu a abertura de consultas diplomáticas.
Até então, o Brasil adotava cautela e dizia priorizar a negociação, pedido reforçado pelo setor empresarial, que temia que uma resposta na mesma moeda agravasse a crise comercial. Depois das últimas tarifas, de até 37,5%, que entraram em vigor, o governo decidiu pedir consultas à Organização Mundial do Comércio e dar andamento à lei da reciprocidade.
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Nesta quinta-feira (13), o presidente Lula se reuniu com os ministros da Fazenda e das Relações Exteriores e com o assessor especial da Presidência para assuntos internacionais. Os Estados Unidos acusaram o Brasil e outros países de ajudar a China a burlar tarifas norte-americanas e colocaram o país na lista de risco comercial.
“O ponto positivo de toda essa história é que o Brasil está procurando mais ativamente outros mercados, outros parceiros, e vocês já falam de acordo com o Mercosul-Japão, e é o que o Brasil tem que fazer, realmente espalhar os vínculos”, opina o economista Roberto Troster em entrevista ao Conexão Record News desta sexta-feira (14).
Troster explica que a intenção do governo norte-americano é a instalação de empresas nos Estados Unidos, visando aumentar os investimentos no país e a quantidade de empregos; porém, empresários enxergam essas tarifas como temporárias e podem não “investir muito tempo em algo que tem pouco tempo de vida”.
Segundo ele, o discurso dos EUA sobre tarifas para países que utilizam formas de trabalho análogas à escravidão é válido para os americanos e pode agradar eleitores, mas, na prática, está descolado da realidade.
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