Vendas no varejo recuam 1% em julho sobre junho, diz IBGE
Já o comércio ampliado, que inclui veículos e construção, teve alta no volume de vendas
Economia|Do R7, com Reuters

As vendas no varejo brasileiro recuaram 1% em julho na comparação com junho, na sexta queda mensal consecutiva, e caíram 3,5% sobre o mesmo mês de 2014, informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta quarta-feira (16). A expectativa em pesquisa da Reuters era de queda de 1% na comparação mensal e de 3,95% sobre um ano antes.
Já a variação da receita nominal foi de 0,1% entre junho e julho deste ano. Quanto à média móvel trimestral, o volume de vendas registrou queda de 0,8%, enquanto a receita apresentou taxa de 0,3 %.
Nas demais comparações, obtidas das séries originais (sem ajuste), o varejo nacional apresentou, em termos de volume de vendas, decréscimo de 3,5 % sobre julho do ano anterior, acumulando variações de -2,4 % no ano e de -1,0 % nos últimos 12 meses. Para os mesmos indicadores, a receita nominal de vendas apresentou variação de 4,2 %, 4,2 % e de 5,3 %, respectivamente.
O comércio varejista ampliado, que inclui o varejo e mais as atividades de veículos, motos, partes e peças e de material de construção, registrou crescimento sobre o mês imediatamente anterior, tanto para o volume de vendas (0,6%) quanto para a receita nominal (1,1%).
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Em relação ao mesmo mês do ano anterior, foram registradas variações de -6,8 % para o volume de vendas e de 0,2% na receita nominal de vendas. As taxas acumuladas foram de -6,5%, no ano, e de -4,9%, nos últimos 12 meses, para o volume de vendas, e de -0,3 % e 0,9 % para a receita nominal, respectivamente
Sete das oito atividades pesquisadas no varejo tiveram variação negativa
A redução de 1,0% no volume de vendas, na passagem de junho para julho, na série com ajuste sazonal, alcançou sete dos oito segmentos observados no varejo. Em ordem de magnitude, os resultados abaixo da média nacional foram registrados em Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-5,5%); Móveis e eletrodomésticos (-1,7%), Livros, jornais, revistas e papelaria (-1,3%); e Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (-1,1%).
Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-1,0%), setor de maior peso na estrutura do comercio varejista, e Tecidos, vestuário e calçados, também com variação de -1,0%, registraram taxa igual a média das vendas totais no varejo. O segmento de Combustíveis e lubrificantes (-0,4%) registrou variação negativa, enquanto a atividade de Outros artigos de uso pessoal e doméstico (0,0%) ficou estável.
Considerando o comércio varejista ampliado, a variação foi positiva (0,6%), após sete taxas negativas consecutivas. Este resultado foi bastante influenciado pelo avanço de 5,1% na passagem de junho para julho de Veículos e motos, partes e peças, na medida que o grupamento de Material de construção voltou a apontar queda (-2,4%), após resultado positivo em junho último (5,3%).
Na comparação com julho de 2014, o total do varejo registra queda de 3,5% com perfil disseminado de variações negativas alcançando seis das oito atividades.
Os resultados, por ordem de importância na formação da taxa global, foram: Móveis e eletrodomésticos (-12,8%); Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-2,1%), Tecidos, vestuário e calçados (-8,1%); Combustíveis e lubrificantes (-3,6%); Livros, jornais, revistas e papelaria(-9,2%); Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (-5,2%).
Por outro lado, Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria; e Outros artigos de uso pessoal e doméstico, com taxas, respectivamente, de 1,6% e de 0,3% foram os segmentos que registraram aumento das vendas no varejo em relação a julho de 2014.
Varejo ampliado cai 6,8% na comparação com julho de 2014
O Comércio Varejista Ampliado, composto do varejo mais as atividades de Veículos, motos, partes e peças e de Material de construção, registrou, em julho de 2015, queda no volume de vendas de 6,8%, comparado com o mesmo mês do ano anterior.
Este desempenho refletiu, sobretudo, o comportamento das vendas de Veículos, motos, partes e peças, que apresentou recuo de 13,3% sobre julho de 2014. As taxas acumuladas desta atividade foram de -15,3%, em sete meses e de 13,1%, nos últimos 12 meses.
Quanto ao segmento de Material de construção, as variações para o volume de vendas foram de -7,1% sobre julho de 2014, e taxas de -5,0%, acumulada em sete meses, e de -3,5%, nos últimos 12 meses. Em ambos segmentos, os resultados foram influenciados pelo menor ritmo da atividade econômica, menor oferta de crédito e pelo comprometimento da renda familiar.
Resultados do varejo foram negativos em 20 das 27 unidades da federação
No Comércio Varejista, 20 das 27 unidades da federação, apresentaram variações negativas no volume de vendas, na passagem de junho para julho (série com ajuste). As taxas variaram de -4,9%, no Amapá, a -0,3%, em Minas Gerais. Nos estados do Maranhão, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal, o volume de vendas se manteve estável nessa comparação. Por outro lado, com aumento no varejo, figuraram: Roraima (2,7%), Pará (1,6%), Paraíba (1,3%) e Amazonas (0,3%).
Na comparação com julho de 2014, a redução do volume de vendas no varejo também teve perfil disseminado, alcançando 22 das 27 Unidades da Federação. Os destaques foram: Amapá (-17,4%) e Alagoas (-11,7%), conforme mostra o Gráfico 6. Quanto à participação na composição da taxa do comércio varejista, destacaram-se, pela ordem: São Paulo (-3,8%); Rio de Janeiro (-4,0%); Rio Grande do Sul (-7,1%).
Considerando o varejo ampliado, a redução de 6,8%, em relação a julho de 2014, foi acompanhada por quase a totalidade dos 27 estados da federação. Roraima, com avanço de 2,7% no varejo ampliado, foi o único que apresentou variação positiva, na comparação com o mesmo período do ano anterior. O desempenho negativo de São Paulo (-5,1%), Rio Grande do Sul (-12,2%), Paraná (-12,2%) e Rio de Janeiro (-5,5%) formam os principais impactos sobre a formação da taxa global do varejo ampliado.















