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Vestas ganha certificado para financiar venda de turbinas eólicas pelo BNDES

Economia|Do R7

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SÃO PAULO (Reuters) - A fabricante de turbinas eólicas Vestas obteve certificação de conteúdo local do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o que permite à companhia oferecer aos clientes no Brasil máquinas com financiamento do banco de fomento, disse à Reuters o gerente geral da empresa no país.

A companhia iniciará a produção em uma unidade em Aquiraz, no Ceará, ainda neste ano, com a previsão de entrega dos primeiros equipamentos já em janeiro, segundo o gerente local da companhia dinamarquesa, Rogério Zampronha.


"A Vestas aprovou em 2014 um plano de investimentos para o Brasil que envolvia a construção de uma fábrica e o credenciamento do BNDES até o final de 2015. Para nós é um motivo de celebração que isso tenha sido meticulosamente cumprido, o que dá mostras de nosso plano de longo prazo para o Brasil", disse Zampronha.

O executivo destacou que o Brasil está, junto com China e Índia, em um grupo de países em que a Vestas definiu como prioritários devido ao grande potencial para a energia eólica.


"O Brasil tem os melhores ventos do mundo... isso confere ao mercado eólico brasileiro uma vantagem competitiva bastante grande frente a outros mercados mundo afora... Há um potencial de expansão brutal nos próximos anos", afirmou Zampronha.

A fábrica no Ceará recebeu investimentos de cerca de 100 milhões de reais. A empresa já possui 286 megawatts em equipamentos negociados que serão produzidos localmente.


"Se mesmo sem a fábrica já firmamos esses contratos, agora com a fábrica... temos vários outros contratos já compromissados, com taxa de reserva paga, e que virarão pedidos firmes nos próximos meses", apontou.

Além dos negócios recém-fechados ou em andamento, a Vestas possui 713 megawatts em turbinas eólicas já em plena operação no Brasil.


Zampronha não quis relevar com que capacidade a fábrica no Ceará irá operar, mas garantiu que há espaço para aumentar gradativamente a produção.

"Podemos produzir bastante, mas nossa limitação existe em função da cadeia de fornecedores, que está sendo azeitada. Quando isso estiver acertado, vai permitir que a gente atinja uma fatia de mercado que consideramos justa de acordo com a história da Vestas no mercado mundial", disse o executivo.

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(Por Luciano Costa)

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