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Votação do impeachment no Senado leva dólar abaixo de R$ 3,45

Moeda norte-americana recuou pelo segundo dia seguido e é negociada a R$ 3,44

Economia|Do R7

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Dólar Fotos Novas 780-536
Dólar Fotos Novas 780-536 Paulo Vitor/Estadão Conteúdo

O dólar fechou em baixa nesta quarta-feira (11), pelo segundo pregão seguido e voltou abaixo de R$ 3,45, no dia da votação do impeachment contra a presidente Dilma Rousseff no Senado que deve resultar no seu afastamento temporário e, na avaliação dos mercados, abrir espaço para recuperação da economia brasileira.

A queda da moeda norte-americana foi limitada após o Banco Central voltar a atuar de forma expressiva no mercado de câmbio depois de ficar cinco sessões de fora.


O dólar recuou 0,61%, a R$ 3,4456 na venda, após bater R$ 3,4407 na mínima e R$ 3,4830 na máxima do dia. O dólar futuro operava em baixa de cerca de 1% no fim da tarde.

"Se não tivesse o BC hoje, o dólar poderia ter ido para a casa de R$ 3,40 ", disse o superintendente de câmbio da corretora Correparti, Ricardo Gomes da Silva.


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O BC realizou três leilões de até 20 mil swaps reversos, equivalentes à compra de dólares no futuro, cada. Ao todo, vendeu 47.970 contratos, equivalente a cerca de US$ 2,4 bilhões.


Para muitos operadores, o BC tem buscado defender o piso de R$ 3,50 para a cotação do dólar, para ajudar as exportações e as contas externas do País.

O Senado iniciou nesta manhã a votação do processo contra Dilma e as avaliações, até mesmo dentro do atual governo, são de que ela realmente será afastada por até seis meses. Com isso, o vice Michel Temer assume interinamente o comando do País e já deixou claro que o ex-presidente do BC Henrique Meirelles assumirá o comando do Ministério da Fazenda, o que tem agradado os agentes financeiros.


A votação no Senado pode ser concluída apenas no final desta madrugada.

"Hoje está todo mundo esperando mesmo o grande fato, esperando essa definição", resumiu mais cedo o operador da corretora Intercam Glauber Romano, referindo-se à votação no Senado.

O mercado esperava ainda a definição sobre a presidência da autoridade monetária. Alexandre Tombini deve continuar à frente do BC por um período de transição, que pode se estender por alguns meses, mas informações que circulam na mídia indicam que o economista-chefe do Itaú e ex-diretor do BC, Ilan Goldfajn, pode ser o próximo presidente do BC.

No exterior, o dólar caía em relação a uma cesta de moedas, com investidores realizando lucro num dia sem indicadores econômicos relevantes nos Estados Unidos. A moeda norte-americana também perdia terreno em relação à de alguns países emergentes, como o peso mexicano.

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