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Yellen, do Fed, cita riscos globais mas diz que EUA devem atravessá-los

Economia|Do R7

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WASHINGTON (Reuters) - O aperto das condições financeiras provocado pela queda dos preços das ações, por incertezas sobre a China e pela reavaliação global dos riscos de crédito pode afastar a economia dos Estados Unidos de uma trajetória que de outro modo seria sólida, afirma a chair do Federal Reserve, Janet Yellen, em pronunciamento preparado para o Congresso.

Em declarações que combinaram uma visão cautelosa da política monetária adotada pelo banco central norte-americano com um reconhecimento de que os riscos vêm se intensificando, Yellen diz que há bons motivos para acreditar que os EUA permanecerão em uma trajetória de crescimento moderado que permitirá ao Fed perseguir ajustes "graduais" à política monetária.


A renda e o patrimônio das famílias estão crescendo, os gastos domésticos "têm continuado a avançar" e o investimento empresarial fora do setor de petróleo acelerou no segundo semestre do ano, afirma Yellen.

A chair diz esperar que o mercado de trabalho continue melhorando e que a inflação eventualmente avance em direção à meta do Fed, apesar da queda recente das expectativas de inflação citada por algumas autoridades como algo particularmente preocupante.


Mas Yellen reconhece que algumas das fraquezas da economia global vêm se retroalimentando, com o crescimento fraco em importantes centros industriais como a China e o excesso de oferta nos mercados de commodities prejudicando os exportadores de petróleo e de minerais.

Um amplo senso de desaceleração mundial, por sua vez, e incerteza sobre a profundidade dos problemas da China têm apertado as condições financeiras para os negócios nos EUA.


"Esses acontecimentos, se forem persistentes, podem pesar na perspectiva para a atividade econômica e o mercado de trabalho", diz Yellen em seu discurso semestral preparado para o Comitê de Serviços Financeiros da Câmara dos Deputados dos EUA. A audiência no Comitê começa às 13h (horário de Brasília).

Um relatório acompanhando a apresentação mostra que o setor financeiro dos EUA "tem sido resiliente" para lidar com a situação do petróleo e enfraquecimento dos mercados de títulos corporativos globais, com exposição "limitada" entre os grandes bancos norte-americanos. Mas "se as condições nesses setores piorarem... um estresse mais amplo pode surgir".

(Reportagem de Howard Schneider e Lindsay Dunsmuir)

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