Análise: diálogo entre escola e família é importante no combate à evasão escolar no ensino médio
Segundo levantamento da OCDE, 20% dos estudantes deixam os estudos e não concluem em até dois anos depois do prazo para o término
Educação|Do R7, com RECORD NEWS
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Segundo um levantamento da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), 20% dos alunos do ensino médio no Brasil não terminaram a etapa de estudos. Isso significa que, no país, um a cada cinco estudantes deixam os estudos e não concluem em até dois anos depois do prazo para o término.
Com o número que revela desistências, o Brasil fica abaixo da média internacional de alunos que concluem a etapa, em que 85% dos ingressantes se formam no período; aqui, 79% concluem os estudos.
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Em entrevista ao Conexão Record News desta terça-feira (29), Thaís Araújo Soares Rocha, especialista em metodologia da educação, ressalta que, apesar de ainda ser um número expressivo, ele diminuiu ao longo dos anos. E, segundo ela, é necessário estar atento aos fatores que fazem esses alunos entrarem na escola, mas não conseguirem concluir.
“Se a gente analisar o relatório da OCDE, a gente vai perceber que isso é uma causa multifatorial. Não existe somente um motivo [...]. A gente tem que entender que podem ser múltiplos motivos para diversos adolescentes do Brasil inteiro. E, a partir dessas causas, conseguir identificar e arranjar uma solução que seja possível para que as próximas taxas sejam mais positivas para o Brasil”, avalia.
Thaís explica que, como se trata de uma questão multifatorial que pode envolver não somente problemas de aprendizagem que vêm desde a base, mas também outras questões como relações familiares e condições socioeconômicas, é preciso montar um diálogo entre escola e família para facilitar o entendimento de cada aluno e assim poder buscar uma melhor solução.
“O professor é papel primordial nesse desempenho e no fator global. Mas ele não pode ser o único a ser incluído dessa forma como uma solução possível. A gente tem que capacitar os professores, a gente tem que dar condições para eles trabalharem de forma com salários acessíveis, com salários possíveis, com condições de trabalho, com ambiente, com a força da escola ali por trás dele”, diz.
A especialista destaca ainda a importância de um projeto de vida e uma orientação de carreira nas escolas, como fatores que podem ajudar no longo prazo para que o aluno perceba o valor do ensino para o futuro, como uma ferramenta que abre portas e amplia possibilidades.
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