Cai taxa de analfabetismo no Brasil, diz IBGE
De 2013 para 2014, índice recuou de 8,5% para 8,3%, que equivalem a 13,2 milhões de pessoas
Educação|Do R7

A Pnad 2014 (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), divulgada nesta sexta-feira (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra que as taxas de analfabetismo e de analfabetismo funcional (proporção de pessoas acima de 15 anos com menos de quatro anos de estudo) seguem em queda no País, mas ainda é alta entre idosos. Quase um quarto da população brasileira com mais de 60 anos não sabe nem ler nem escrever.
De 2013 para 2014, a taxa de analfabetismo desceu de 8,5% para 8,3% (13,2 milhões de pessoas). A de analfabetismo funcional caiu de 18,1% para 17,6% — a série histórica do IBGE mostra que, em 2001, o patamar de analfabetismo funcional era de 12,4%. Entre os idosos, a primeira passou de 24,3% para 23,1%. São pessoas que não tiveram oportunidade de se alfabetizar na infância, e que, com o passar dos anos, também não o fizeram.
O número médio de anos de estudo dos brasileiros com dez anos ou mais passou, de 2004 a 2014, de 6,5 para 7,7. No Sudeste, chega a 8,4; no Nordeste, é de 6,6. Mulheres vão mais à escola — a média é de 8 anos, contra 7,5 dos homens — e têm proporção menor de analfabetos (7,9%, ante 8,6% dos homens).
Em relação ao nível de instrução dos adultos, não houve mudança significativa de 2013 para 2014: 43,7% da população de 25 anos ou mais têm fundamental incompleto ou menos de um ano de estudo.
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Pré-escola
Um ano depois de sancionada a lei que antecipou a entrada das crianças na escola dos 6 para os 4 anos, cresceu a taxa de escolarização nessa faixa etária: o índice era de 81,4% em 2013 e passou a 82,7% em 2014, conforme a Pnad. Em 2007, a taxa era de 70%, o que significa que o crescimento foi de 18%.
Segundo o levantamento do IBGE, este foi o maior aumento da taxa de todas as faixas etárias, na comparação com o ano anterior.
Há diferenças regionais: no Norte, o índice é de 70%; no Nordeste, 87,7%. Os dados podem estar ligados à maior inserção da mulher no mercado de trabalho — como não pode mais ficar com os filhos em casa, ela busca creches e pré-escolas.
A alteração na Lei de Diretrizes e Bases, que prevê também a oferta, por Estados e municípios, de oferta de educação básica gratuita a partir dos 4 anos, foi sancionada em abril de 2013, mas a obrigatoriedade vale apenas a partir de 2016.
Das crianças entre 6 e 14 anos, 98,5% vão à escola no Brasil. Em todas as idades, a proporção das que frequentam escola pública é de 75,7%. Quando se chega à universidade, o índice cai para 24 6%. No Sudeste, esse patamar é de 19,8%.
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