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Capes diz que bolsistas devem seguir manual e podem voltar ao País se descumprirem orientações

Programa controla atividades dos bolsista no exterior por meio de relatórios parciais 

Educação|Mariana Queen Nwabasili, do R7

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A Universidade de Southampton, no Reino Unido, reclamou da falta de dedicação de estudantes brasileiros bolsistas do CsF (ProgramaCiência sem Fronteiras) no início do mês de setembro. Os bolsistas da instituição receberam um e-mail da Science without Borders UK (SWB UK), parceira internacional do programa no Reino Unido.

Quando a reclamação ganhou repercussão na mídia insternacional, a instituição de ensino pediu desculpas pela crítica que foi considerada injusta por alguns estudantes.


A exposição negativa do programa fez a presidente Dilma Rousseff dizer publicamente que os alunos que não se dedicam ao Ciência sem Fronteiras “estão desmerecendo o País”.

Já o ministro da Educação, Henrique Paim, afirmou que a falta de dedicação e o nível de desempenho dos bolsistas são informados ao MEC (Ministério da Educação).


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Procurada pelo R7 para prestar esclarecimentos quanto às regras de desempenho a serem seguidas pelos brasileiros durante o intercâmbio do CsF, a Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nivel Superior), um dos órgãos responsáveis pelo programa, informou, via assessoria de imprensa, que os bolsistas devem seguir o previsto na chamada pela qual foram selecionados, e, além disso, devem estar atentos às orientações do Manual do Bolsista.


Segundo o órgão, caso o estudante não siga as regras, “a penalidade é o retorno imediato [ao Brasil]”.

"O programa controla as atividades realizadas pelo bolsista no exterior por meio de relatórios parciais submetidos às agências de fomento a cada início de semestre letivo".


O órgão relata que o controle também é realizado pelos parceiros internacionais do programa que verificam a assiduidade do bolsista, seu desempenho, e o auxiliam na obtenção de vagas de estágio.

"Elas também atuam na resolução de problemas de ordem acadêmica e administrativa em relação à IES [Instituição de Ensino Superior] de destino".

Outros episódios

Esse não foi o primeiro incidente negativo relacionado ao CsF. No ano passado, novas reclamações surgiram sobre a exclusão das universidades de Portugal como alternativa de destino para os estudos.

Na época, o governo alegou que a intenção era estimular os alunos brasileiros a aprenderem outras línguas em países que não falam português.

Em 2012, o MEC respondeu a mandados de segurança solicitados por alunos de humanidades que reclamaram sobre a exclusão da área como prioritária para a obtenção de bolsas.

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