Educação Com apenas 16 anos, jovem leva medalha de ouro em olimpíada internacional de astrofísica

Com apenas 16 anos, jovem leva medalha de ouro em olimpíada internacional de astrofísica

Paulo Henrique se interessou pelas competições no ensino fundamental e, de lá para cá, já foram oito conquistas em 1º lugar 

  • Educação | Alex Gonçalves, do R7

Resumindo a Notícia

  • Paulo Henrique tem apenas 16 anos e já se destaca nas competições internacionais
  • Competição foi realizada de forma presencial na Geórgia
  • Jovem sonha em ingressar no MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts)
Paulo Henrique dos Santos Silva, 16 anos

Paulo Henrique dos Santos Silva, 16 anos

Divulgação/ Arquivo pessoal / acervo Objetivo

Paulo Henrique dos Santos Silva, de apenas 16 anos, mora em Barueri, na Grande São Paulo. No fim de agosto, ele conquistou medalha de ouro na IOAA (Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica).

A competição foi realizada de forma presencial em Kutaisi, na Geórgia. Foi a primeira viagem para fora do país realizada pelo estudante do ensino médio do Colégio Integrado Objetivo, na capital paulista.

O interesse pela área da astronomia surgiu durante o ensino fundamental, quando Paulo Henrique participou  da OBA (Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica). "Na época, assisti a vídeos no YouTube que pudessem, de alguma forma, me ajudar com os estudos e no preparo para a prova, foi assim que conquistei minha primeira medalha de ouro", lembra.

Desde o ensino fundamental, o adolescente sempre se destacou nas atividades e avaliações propostas pelos professores. "Comecei a enxergar novas possibilidades e passei a me inscrever em várias outras modalidades de olimpíadas, como física, química e matemática, até descobrir qual área eu gostava mais, assim me interessei mais pela astronomia e física."

Jovem se destacou em diversos campeonatos olímpicos

Jovem se destacou em diversos campeonatos olímpicos

Divulgação/ Arquivo pessoal / acervo Objetivo

Paulo conta que começou a se preparar para a IOAA (Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica), ainda no 9º ano do ensino fundamental, realizando provas online. "Os professores ajudaram reunindo materiais de estudo que continham exames das edições anteriores de seletivas internacionais, além de livros de exercícios e conteúdo teórico."

Deu certo, em agosto ele conquistou a medalha de ouro na competição internacional.

Além da IOAA, o estudante também foi ouro nas competições da OBA (Olimpíada Brasileira de Astronomia) em 2020 e 2021; ONC (Olimpíada Nacional de Ciência), 2020 e 2021; OBF (Olimpíada Brasileira de Física) em 2020 e 2021; OLAA (Olimpíada Latino Americana de Astronomia e Astronáutica), 2021; foi prata em 2021 no TBF (Torneio Brasileiro de Física) e recebeu menção honrosa neste ano na APhO (Asian Physics Olympiad), Olimpíada de Física da Ásia.

Sobre o futuro, o adolescente tem grandes projetos: planeja cursar engenharia elétrica em uma universidade pública por meio de uma vaga olímpica e sonha ingressar no MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), considerada a melhor universidade do mundo pelo ranking QS World University Rankings 2022.

Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica

A IOAA é uma competição em que equipes de até cinco alunos de ensino médio representam seus países. A olimpíada consiste em uma parte teórica, com aproximadamente 15 questões curtas e duas ou três questões longas. Na parte prática, é apresentada uma prova observacional e uma de análise de dados. Também é realizada uma prova em grupo, que não conta para a pontuação geral da olimpíada.

A partir das pontuações dessas provas são distribuídas medalhas de ouro, prata, bronze e menções honrosas, além de prêmios especiais para os alunos que se destacam com a maior pontuação global e com os melhores desempenhos individuais na prova teórica e na experimental. A equipe com melhor desempenho na prova em grupo também recebe um prêmio.

*Estagiário do R7 sob supervisão de Karla Dunder

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