Corte nos repasses a universidades federais é entristecedor e põe Brasil em desvantagem, diz especialista
Um corte de quase R$ 500 milhões está previsto para o próximo ano; medida gerou críticas de instituições de ensino
Educação|Do R7
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7
Está previsto, no orçamento de 2026, um corte de R$ 488 milhões para universidades federais. A Andifes (Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior), demonstrou preocupação com os cortes feitos pelo Congresso Nacional. A queda foi de 7,05% sobre o valor previsto.
Para compreender os danos que a medida poderá trazer para a educação brasileira, a especialista em educação e presidente do Instituto Salto, Cláudia Costin, foi entrevistada no Conexão Record News desta quarta (24).
Cláudia deixa claro que a falta de verba irá trazer prejuízos para a pesquisa científica nacional, uma vez que 90% delas são produzidas por universidades federais ou estaduais. Entristecida, ela destacou que não só o ensino superior, mas a educação em geral irá sofrer com a falta de orçamento: “Isso prejudica o ensino, prejudica a pesquisa, mas prejudica também a assistência estudantil. Nós temos um fenômeno hoje que é um elevado abandono das universidades. Nas federais quase 50% dos alunos abandonam o curso, especialmente aqueles de meio mais vulneráveis.”
A especialista também acredita que essas ações irão trazer consequências para o futuro. Ao ser questionada sobre a tendência de jovens em sair do Brasil em busca de melhores oportunidades no exterior, Claudia afirma que a perda de talentos em tempos de inteligência artificial não só é triste como também abre espaço para discussão, devido à falta de investimentos desde os primeiros anos de ensino. “Será que esse dinheiro não deveria ir para a educação básica? [...] Nós vamos estar competindo com países que estão investindo bastante em criar um desenvolvimento inclusivo, ou seja, que o país deles cresça e inclua a sociedade nisso.”
A presidente acredita que uma maneira de fazer com que o governo e os brasileiros fiquem mais atentos a estas consequências e valorizem o ensino superior e básico é por meio de uma comunicação melhor das escolas e universidades. “Essas instituições precisam conversar mais com a sociedade, contar o que já estão fazendo, os projetos de extensão disponíveis e ouvir um pouco mais as demandas de cada região.”
Ela conclui que, ao compreender melhor a importância desses serviços, o cidadão poderia ficar mais atento às promessas de candidatos e escolher representantes que apoiem o setor e invistam nele.
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