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Enem teve 743 eliminados e prova suspensa por falta de energia

Abstenção nos dois dias de prova foi de 25,5%, menor número registrado pelo MEC desde 2009 

Educação|Bruno Lima, do R7

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Tema da redação, violência contra mulher, gerou polêmica na web
Tema da redação, violência contra mulher, gerou polêmica na web

Nos dois dias de prova do Enem 2015, neste sábado (24) e domingo (25), 743 candidatos foram eliminados. De acordo com o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, o uso de equipamentos inadequados foi o motivo da eliminação de 677 pessoas; 63 saíram por terem sido barradas no detector de metais e três por postagem em redes sociais.

— Tivemos três casos, um ontem e dois hoje, que foi postagem nas redes sociais já no local da prova. São jovens que entram no local e tentam fazer uma imagem. Isso é vedado pelo edital, é claramente vedado. Foi um número pequeno comparado com os anos anteriores, quando nós tivemos mais de 60 eliminados por essa condição. 


Caso seja comprovado depois que outras pessoas fizeram uso dessa prática, podem haver novas eliminações.

No balanço divulgado na noite deste domingo (25), o ministro também afirmou que foram registradas quatro interrupções de prova por falta de energia elétrica. Em um dos colégios, em Marituba (PA), o exame foi cancelado e 661 participantes terão que fazer a prova nos dias 1º e 2 de dezembro, mesma data dos candidatos de Taió e Rio do Sul, em Santa Catarina, onde a prova foi cancelada por causa das chuvas. Ao todo 23 locais de provas tiveram problemas por interrupção temporária de energia - 19 no sábado e 4 no domingo. 


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No sábado, os candidatos tiveram 4 horas e 30 minutos para responder a questões sobre ciências humanas e da natureza. No segundo dia, o tempo de prova foi de 5 horas e 30 minutos, porque, além das questões sobre linguagens, códigos e matemática, os candidatos enfrentaram a redação. O tema, que gerou polêmica com feministas nas redes sociais foi “a persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira”.

Os portões dos locais de prova foram fechados às 13h em todo o País e muitos candidatos que chegaram atrasados ficaram do lado de fora. No sábado, foi registrada uma confusão em São Paulo. Candidatos que chegaram após o fechamento dos portões de uma faculdade na zona oeste abriram as grades, invadiram o local e precisaram ser contidos pela Polícia Militar. Uma jovem de 21 anos passou mal e foi socorrida por uma ambulância.


Cerca de 7,7 milhões de pessoas se inscreveram para esta edição do exame, mas a abstenção foi de 25,5%. O número é o menor resgistrado desde 2009. No ano passado, 28,9% dos inscritos não compareceram aos locais de prova. 

O ministro avaliou de maneira positiva a organização da prova. 

— Nós tivemos todas as premissas que asseguram que os candidatos possam fazer suas provas em condições adequadas e é o desempenho deles que vai estabelecer o acesso a todas as políticas públicas do governo como bolsas do Fies, bolsas do Prouni e as vagas do Sisu, que são cerca de 1 milhão de vagas diretas ou indiretas que vão estar sendo asseguradas pelo Enem.

Sobre as provas

Professores de cursinhos especializados ouvidos pelo R7 elogiaram a elaboração da prova. Para Alexandre Mattoli, gerente de produtos do Sistema COC de Ensino, o formato da redação foi clássico, com cobrança de texto argumentativo, no qual os alunos tinham que procurar soluções para o tema apresentado.

— O fato de o tema da redação (violência contra mulher no Brasil) estar muito em voga, o MEC reforçou a tendência de cobrar assuntos atuais.

Sobre a prova de matemática, Mattoli afirma que teve um formato muito similar ao do ano passado. Foram explorados conteúdos de geometria, porcentagem, probabilidade e muitos gráficos. Segundo ele, o que chamou a atenção foi a cobrança de logaritmo pela segunda vez na história do Enem. A primeira vez havia sido no ano passado.

Em relação ao primeiro dia, o diretor de ensino do Anglo Vestibulares, Alexandre Moraes, avaliou ter sido “uma das melhores provas do Enem dos últimos tempos”. Segundo ele, o exame foi bem elaborado e exigiu interpretação de mapas, tabelas e figuras, sem deixar de cobrar o conteúdo de cada área.

— Foi uma prova que exigiu conteúdo sem “decoreba”. Não foram questionados nomes de rios, datas ect., mas era preciso saber a teoria. Foi uma prova muito equilibrada, com os assuntos bem distribuídos, atual, bem moderna.

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