Entenda como o estado de SP conseguiu melhorar o desempenho dos alunos em matemática
Especialista cita avanços no aprendizado, mas ainda vê espaço para melhorias
Educação|Do R7, com RECORD NEWS
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7
“Matemática é um desafio enorme para o Brasil”, afirma a especialista em políticas educacionais Claudia Costin. Desafios como a falta de professores para lecionar a disciplina são motivo de preocupação.
Ainda assim, Claudia se anima ao ver que, segundo dados do sistema de avaliação do rendimento escolar do Estado de São Paulo, estudantes do ensino fundamental e médio demonstraram um desempenho recorde na disciplina em 2025.
A média registrada pelos alunos foi de 260,3, um aumento de 11,8 pontos do índice de 2024 e levemente acima do valor de 259,9, alcançado antes da pandemia de Covid-19. O motivo por trás da melhora, nas palavras da especialista, é um “arroz e feijão bem-feito”. Ou seja, o foco na melhoria de elementos fundamentais da educação geral.
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Um exemplo destacado pela profissional no Hora News desta quarta (25) é o modelo de mapa classe, uma ficha de dados distribuída aos professores que informa dados de aprendizagem — como notas de provas e insuficiências — para os docentes poderem organizar melhor os planos de aula.
Outro ponto importante para o resultado foi o controle da frequência escolar desempenhado por São Paulo e a colaboração entre os professores dentro da sala de aula, unida ao uso da tutoria para auxiliar estudantes com dificuldades específicas.
Além dos resultados em matemática, português também encontrou avanços. Em 2025, a média dos alunos do 9º ano foi de 243, cerca de três pontos acima dos valores de 2024. Apesar das boas notícias, Claudia acredita que ainda existe espaço para melhorias em ambas as matérias.
Ela compartilha as opiniões que possui sobre o ensino de matemática e português, respectivamente, no Brasil: “Na pré-escola, a gente pode ensinar a pensar matematicamente. E isso muitos países fazem muito bem. O Brasil ainda não chegou lá. [...] E não há forma melhor de avançar em língua portuguesa do que promover leitura de livros físicos, leitura por prazer e leitura conduzida pelos professores”.
Para conquistar valores ainda maiores no futuro e fazer do país um exemplo internacional de ensino, a especialista aposta no aumento da carga horária das aulas para o tempo integral, ou seja, oito horas por dia. “Mas aí influencia a estrutura, políticas públicas, tem muitas coisas envolvidas. Mas que seria um bom cenário, seria”, considera Claudia.
Outro ajuste a ser feito seria o ensino dos próprios professores. Ela criticou o fato de sete em cada dez professores serem formados exclusivamente por EAD (Ensino à Distância) e elogiou a medida do Ministério da Educação, a qual exige que os cursos sejam semipresenciais a partir de 2027. “Ninguém formaria um médico só por EAD [...] Formar professores é formar uma das mais complexas profissões. Tem que ter diálogo entre teoria e prática”.
Claudia explora a complexidade envolvida na carreira ao fazer um argumento ousado: “Não é por meio de mestrados e doutorados que o professor mais aprende, mas sim ao olhar mais para os colegas experientes e dialogar com seus pares”. Ela afirma que outro dos motivos que levou aos resultados em São Paulo teria sido o emprego de tal estratégia.
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