Entenda por que escolas não querem férias durante a Copa do Mundo Feminina de 2027
Mundial de futebol, que ocorrerá entre os dias 24 de junho e 25 de julho do próximo ano, pode atrapalhar planejamento de atividades
Educação|Do R7, com RECORD NEWS
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Escolas particulares brasileiras não descartam recorrer à Justiça para impedir que as férias do próximo ano ocorram durante a Copa do Mundo Feminina. O artigo 67 da legislação prevê que as instituições da rede pública e privada organizem o recesso escolar para o período dos jogos.
A competição está marcada para ocorrer entre os dias 24 de junho e 25 de julho. O Ministério da Educação disse, por meio de nota, que a demanda deve ser analisada pelo Conselho Nacional de Educação, que deve emitir um parecer.
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Em entrevista ao Conexão Record News desta sexta-feira (10), Amábile Pacios, presidente da Federação Nacional das Escolas Particulares, afirma que a lei fere a autonomia não só das escolas particulares, como também dos sistemas de ensino das escolas públicas, uma vez que o calendário escolar é obrigação e responsabilidade das secretarias estaduais de educação e dos conselhos estaduais de educação.
Segundo ela, o principal impacto da mudança é que os alunos não terão os 200 dias letivos obrigatórios caso a proposta seja aceita. “Portanto, fere, em primeiro lugar, o direito das crianças a ter 200 dias letivos. Depois modifica completamente o planejamento de atividades e de conteúdos que as escolas já, tanto públicas quanto particulares, já têm determinado. E claro que também mexe com as férias dos professores”, diz.
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