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Mais trabalhadores têm ensino superior completo, mas diploma perdeu valor; entenda

‘Se for um diploma sem qualidade, vira só um papel bonito na parede’, afirma especialista em educação

Educação|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O número de brasileiros com ensino superior completo aumentou 103% entre 2012 e 2023, alcançando 25,5 milhões de pessoas.
  • A renda média dos graduados diminuiu de R$ 8 mil para R$ 7 mil, segundo pesquisa do IBGE.
  • O PHD Rafael Parente destaca que o diploma universitário perdeu seu valor como diferencial automático, dependendo agora da qualidade do curso e da área de formação.
  • Apenas 25% dos jovens brasileiros de 25 a 34 anos têm ensino superior completo, índice inferior a países como Coreia do Sul, Canadá e Chile.

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Dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em uma nova pesquisa são animadores para a educação nacional. De acordo com eles, o número de brasileiros com ensino superior completo, ocupação e renda no trabalho foi de 12,6 milhões em 2012 para 25,5 milhões; um aumento equivalente a 103% e quase o dobro da quantia original.

A renda média conquistada pelos graduados, entretanto, diminuiu desde a última pesquisa. Decaiu de pouco mais de R$ 8 mil para quase R$ 7 mil. O PHD em educação Rafael Parente entende que os resultados obtidos pelo instituto quebram duas leituras simplistas da sociedade.


Sala de aula universitária cheia, com estudantes sentados em carteiras, enquanto uma pessoa apresenta conteúdo em um computador projetado na lousa
Aumento no número de graduados deixou mercado ainda mais exigente na hora da seleção Reprodução/Record News

Em primeiro lugar, a de que a faculdade não vale mais a pena — uma vez que o salário de quem só terminou o ensino médio é de aproximadamente R$ 2.640 — e, em segundo lugar, a de que a obtenção de um diploma já garante uma renda alta. “Não deixa de ser uma conquista social muito importante. Só que, ao mesmo tempo [...], ele fica cada vez mais comum e com um valor menor.”

“O diploma deixa de ser um diferencial tão automático. Passa-se a depender muito mais da área de formação e da qualidade do curso. [...] Se for um diploma sem qualidade, vira só um papel bonito na parede. “Infelizmente, isso não paga boleto na casa de ninguém”, afirmou o especialista com bom-humor durante o Conexão Record News de segunda (25).


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Parente ainda dedicou um tempo da conversa para chamar atenção ao fato de que apenas 25% dos jovens brasileiros de 25 a 34 anos têm o ensino superior completo. Um índice muito menor do que os registrados na Coreia do Sul (70%), Canadá (69%) e Chile (41%). “O Brasil fez uma parte importante do dever de casa [...] Agora vem a parte mais difícil, que é garantir aprendizagem real, mobilidade social e trabalho digno.”

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