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Experiência e treino levam à aprovação na 2ª fase da Fuvest

Os três dias de prova começam no domingo (10) e alunos precisam estar preparados

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Os três dias de prova começam no domingo (10)
Os três dias de prova começam no domingo (10)

Esta é a última semana de preparação para os 23,7 mil convocados para a segunda fase da Fuvest. Os três dias de prova começam no domingo (10). Para quem presta pela primeira vez o vestibular da USP (Universidade de São Paulo), a frustração de não passar pode significar o primeiro passo para o sucesso: mais de 60% dos aprovados nos últimos três anos haviam feito a prova em anos anteriores. Já para quem faz sua segunda ou terceira Fuvest, o plano é usar a experiência de anos anteriores para garantir uma vaga.

Chegar à segunda fase não costuma ser tarefa fácil. A estatística da Fuvest 2016 ainda não está disponível, mas, nos três anos anteriores, mais da metade dos convocados já tinha a experiência de terem feito a prova antes.


Entre os candidatos que prestaram o vestibular no ano passado, 22% dos convocados para a segunda fase haviam feito a prova duas vezes ou mais. Dos aprovados, 63% haviam prestado a Fuvest antes. Dos que passaram logo ao fim do 3º ano, 18% haviam feito a prova como treineiros.

O paranaense Matheus Facio Pires, de 20 anos, chega à segunda fase pela segunda vez. Ele já está na terceira Fuvest. Na primeira vez, não passou da primeira fase. No ano passado, já matriculado em cursinho pré-vestibular, foi convocado para a segunda etapa. Candidato a uma vaga de Direito, o bloco de Matemática foi o maior desafio e ele não foi aprovado.


— Vendo os gráficos depois, o problema maior foi a Matemática. As questões são muito diretas, não têm uma contextualização que pode ajudar a resolver. Tem de saber o que caiu e conseguir escrever, não dá para improvisar. Nesta segunda etapa, todas as questões são dissertativas. No primeiro dia, tem Português e a redação. Caem no segundo dia (segunda-feira, dia 11) questões de todas as disciplinas e, no terceiro dia (terça, dia 12), apenas questões ligadas à carreira escolhida.

A tática de Pires nesta última semana antes da prova é fazer exercícios, treinar o texto e tentar simular o tempo da prova.


— Agora não é hora mais para aprender, já aprendi o que podia. Vestibular é treino, repetição. No ano passado, caíram muitos exercícios parecidos com os que eu tinha feito.

Peneira


A dificuldade da peneira que é a Fuvest também se traduz pela quantidade de aprovados que fizeram cursinho pré-vestibular. Entre os aprovados no ano passado, 63% passaram pelos cursinhos.

Para o educador Mateus Prado, o pequeno porcentual de candidatos que é aprovado na USP sem ter feito cursinho mostra que mesmo as escolas particulares têm dificuldade em preparar os alunos para a Fuvest.

— O vestibular deveria medir os conhecimentos do ensino médio, mas para mais da metade dos candidatos essa etapa não tem sido o suficiente.

Para Prado, a prova da Fuvest tem poucas mudanças de um ano para outro e segue uma tendência em cobrar assuntos parecidos em cada disciplina.

— A Fuvest é como competir em uma prova de motocross, quem conhece mais o circuito vai melhor. É uma prova que exige que o candidato a conheça. É preciso se especializar em Fuvest.

A vestibulanda Juanitha Franco, de 18 anos, tenta a etapa final da Fuvest também pela segunda vez. Ao longo do ano passado, tentou usar a experiência para se preparar.

— Aprendi com meus erros. Percebi que precisava treinar mais as questões dissertativas. A falta de controle do tempo para cada pergunta pegou muito. Por isso, estou refazendo as provas anteriores.

O ritmo de estudos também ficou mais intenso: pausa apenas para o Natal e o réveillon.

— Eu me concentrei ainda mais em redação e atualidades neste ano.

Vinda da escola pública, ela sabe que a disputa com alunos de colégios privados é difícil.

— Tento não pensar que estou fazendo uma prova tão concorrida. Estou confiante.

Se a Fuvest falhar, ela já tem um plano B: tentar a vaga pelo Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). Neste ano, 13,5% das cadeiras da USP serão preenchidas por candidatos selecionados pela nota na prova federal.

Preparo

A orientadora educacional do Cursinho da Poli, Alessandra Venturi, lembra que, agora, não basta ter o conhecimento, é preciso saber escrever.

— Às vezes o aluno sabe a resposta e não consegue traduzir em palavras. Por isso, nesta última semana, é importante trabalhar as questões dissertativas, pegar a última prova e fazer no mesmo tempo do exame. Como as questões são discursivas, as respostas podem não estar 100% corretas, mas, se estão próximas, podem ajudar na pontuação.

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