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Fies: tudo o que você precisa saber antes de se inscrever no programa

Com mais de 67 mil vagas disponíveis, estudantes de todo o Brasil podem entrar em instituições privadas

Educação|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Fies oferece mais de 67 mil vagas em instituições privadas, com inscrições até 06 de fevereiro.
  • Candidatos podem escolher entre três opções de curso, diferente do Sisu e Prouni que oferecem apenas duas.
  • A Cpsa ajuda a solucionar dúvidas sobre admissões e validação de documentos necessários para ingresso.
  • Fies Social financia totalmente as mensalidades, com critérios de renda para participação no programa.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Além do Prouni e do Sisu, os estudantes que realizaram o Enem contam com uma terceira porta de entrada para o ensino superior. Com a abertura de inscrições no Fies (Fundo de Financiamento Estudantil), mais de 67 mil vagas estão disponíveis em instituições privadas em todos os estados do país, em quase 20 mil cursos de graduação. A inscrição no programa está vai até sexta-feira (6) e a data de divulgação dos resultados está marcada para o dia 19 de fevereiro.

O professor especialista em legislação educacional e inspeção escolar Erik Anderson explica no Conexão Record News desta terça (3) os principais detalhes que os candidatos precisam ficar atentos para poder aproveitar o Fies. Segundo ele, um dos mais importantes é saber notar as diferenças entre as três portas de entrada: “Tanto o Sisu quanto o Prouni oferecem duas opções de curso. No caso do Fies, ele tem a possibilidade de pleitear uma vaga numa terceira opção, ou seja, três opções de curso”.


Candidatos precisam usar resultados obtidos no Enem para competir por vagas no Fies Reprodução/RECORD NEWS

Anderson também aconselha o candidato a se atentar ao edital do Fies para compreender melhor o modo como o programa é estruturado. “Temos a ampla concorrência, temos o acesso via PPIQ, que são para os pretos, pardos, indígenas e quilombolas e temos uma porcentagem das vagas dedicada às pessoas com deficiência”, ele lembra que tal porcentagem é proporcional aos índices da população de cada estado.

Outro elemento que merece destaque, na opinião do professor, é a CPSA (Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento), um comitê existente em todas as instituições capaz de solucionar dúvidas relacionadas ao processo de admissão, uma vez que ele é responsável por validar as documentações. Anderson comenta que essa etapa é tão importante quanto a inscrição no Fies: “Temos aí o processo de pré-seleção, depois o aluno precisa fazer a complementação dessa inscrição e depois vêm a documentação, cujo envio pode ser físico ou digital, de acordo com o edital e com a normativa de cada instituição, para fazer o ingresso”.


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O especialista ainda alerta para a diferença do Fies para o Fies Social. O professor aponta que este último financia totalmente as mensalidades do curso e que para poder fazer parte dele é necessário integrar o CadÚnico (Cadastro Único para Programas Sociais).

Além disso, a família do candidato deve possuir uma renda per capita bruta de até meio salário-mínimo. “Se tiver até três salários-mínimos, então ele pode fazer parte do Fies e pleitear uma porcentagem de financiamento da mensalidade. [...] O outro pedaço é custeado nos encargos educacionais, nos encargos operacionais e até do seguro de vida”, completa.

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