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Governo de SP anuncia novo secretário de Educação

José Renato Nalini, ex-presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, assume a pasta

Educação|Da Agência Record

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José Renato Nalini estava na presidência do Tribunal de Justiça
José Renato Nalini estava na presidência do Tribunal de Justiça

O Governo do Estado de São Paulo anunciou nesta sexta-feira (22) o nome do novo secretário de Educação. A pasta será comandada por José Renato Nalini, ex-presidente do Tribunal de Justiça. Ele substituirá Herman Voorwald, que deixou o cargo no dia 4 de dezembro de 2015, após o governador Geraldo Alckmin (PSDB) anunciar a suspensão da reorganização escolar na rede estadual de ensino. O Palácio dos Bandeirantes deve se pronunciar oficialmente ainda nesta sexta-feira (22).

Em dezembro, a saída de Voorwald ocorreu porque ele não teria conseguido emplacar a tese de que o movimento contra a reorganização escolar era político e partidário. Ele teria, ainda, apresentado ao Palácio dos Bandeirantes avaliações imprecisas sobre o cenário e demonstrado dificuldades de estabelecer pontes de diálogo com os líderes do movimento para desmobilizar as ocupações. 


A avaliação entre os tucanos paulistas é que a resistência ao processo de reorganização e as ocupações vinham causando um desgaste a Alckmin maior até que a crise hídrica. Segundo a pesquisa Datafolha divulgada na época, seis em cada dez paulistas eram contra a reorganização e 55% dos entrevistados apoiavam as ocupações. O levantamento também revelou que Alckmin nunca enfrentou uma rejeição tão alta: 40% dos entrevistados classificam a gestão como regular, 30% como ruim e péssima e apenas 20% como ótima e boa.

A reorganização escolar previa o fechamento de mais de 90 escolas e a transformação de 754 unidades em ciclos únicos. O argumento era de que o projeto provocaria melhora nos indicadores educacionais. Além da oposição de alunos e professores, instituições como a USP, Unicamp, Unesp e UFABC se posicionaram contrárias ao projeto. Uma das críticas de especialistas e alunos é que o governo não havia realizado discussões sobre o projeto antes de anunciá-lo. 

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