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Grana do Fundo Social que não saiu do papel construiria 1.450 creches

Governo investiu R$ 12 milhões de um total R$ 2,6 bilhões empenhados no orçamento

Educação|Do R7

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A metade dos recursos do Fundo Social que cabe às áreas da educação e saúde, garantida após a aprovação da Lei 12.858 em setembro do ano passado, já começou a ser usada em programas educacionais, porém, a liberação de verbas para a construção de creches ainda é muito baixa perto do valor empenhado.

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Dados do Orçamento Geral da União apresentados no Siafi (Sistema Integrado de Administração Financeira) apontam que o MEC (Ministério da Educação) reservou, no total, R$ 5,4 bilhões do total que aparece como arrecadado neste fundo nos seis primeiros meses do ano. 

O montante reservado no orçamento exclusivamente para a construção de novas creches representa a metade deste valor (R$ 2,6 bilhões), mas apenas R$ 12 milhões foram efetivamente pagos, ou seja, investidos em obras que saíram do papel.

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Para construir uma creche com 120 vagas em período integral ou uma com 240 vagas em dois turnos, o FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação) estima que é necessário investir R$ 1,8 milhão.

Assim, se todo o dinheiro empenhado pelo MEC fosse aplicado em 2014, o governo federal poderia construir 1.450 creches, que seriam capazes de atender mais de 348 mil crianças.

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O governo federal informou no início do ano, que já havia entregue quase 1,3 mil creches e que outras 3,1 estão em construção.

Questionado pelo R7 há mais de trinta dias, o MEC não foi capaz de informar se o dinheiro previsto no Orçamento da União, que aparece empenhado no Siafi, já foi mesmo liberado e pode ser aplicado na edificação de unidades de ensino. O órgão também não soube informar a porcentagem do fundo que foi transferida e aplicada, nem quis justificar a grande diferença entre o dinheiro que consta como pago e o montate empenhado para a construção de novas creches no País.

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Quadras poliesportivas

Outra área que tem recursos previstos quase não gastos são os programas de infraestrutura voltados para contrução de quadras poliesportivas. Segundo os dados do Siafi, foram empenhados R$ 633 milhões do Fundo Social para este tipo de projeto, mas apenas R$ 2,4 milhões foram pagos. 

Dados do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) divulgados em junho, apontam que sete em cada 10 colégios públicos do Brasil não têm quadras poliesportivas. Dentre as escolas com áreas próprias para a prática esportiva, 40% destes locais não têm cobertura. 

Investimentos realizados

Enquanto os recursos empenhados para novas unidades de atendimento de ensino infantil e quadras não saem do papel, a boa notícia é que o governo federal já usou R$ 880,2 milhões em programas educacionais.

A maior parte deste dinheiro foi gerenciado pelo FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação) na complementação do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação), cerca de R$ 331 milhões.

O FNDE também investiu R$ 190 milhões em programas de concessões de bolsas de apoio à professores de educação básica. Já a Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) aplicou R$ 310 milhões em programas de bolsas para qualificar professores. 

Fundo social 

Modificado por uma lei sancionada em setembro de 2013, o Fundo Social prevê que 50% dos recursos vindos da exploração do petróleo brasileiro (principalmente da camada pré-sal) sejam destinados diretamente — sem a necessidade de regulamentação — às áreas de saúde e educação. Dentro dessa metade, 75% das receitas devem ser destinadas à educação e 25%, à saúde.

Em relação aos recursos do pré-sal há uma ADI (Ação Direta de Inconstitucionalidade) impetrada pelo Estado do Rio de Janeiro que requer, para os recursos do petróleo, a distribuição estabelecida na legislação anterior, que não inclui a educação.

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