Educação Jovens estudantes brasileiros criam carro de Fórmula 1 

Jovens estudantes brasileiros criam carro de Fórmula 1 

Alunos do ensino médio montaram uma escuderia, a Brazilian Six, e apresentam um protótipo de carro de corrida no Oriente Médio 

Estudantes brasileiros apresentam protótipo de F1 em Abu Dhabi

Estudantes da escuderia Brazilian Six representam o Brasil em Abu Dhabi

Estudantes da escuderia Brazilian Six representam o Brasil em Abu Dhabi

Divulgação

“Qual adolescente de 15 anos imaginaria que aos 16 estaria participando de uma competição internacional no Oriente Médio?!”, diz animada a estudante Giovanna Fusco que integra a equipe Brazilian Six que participa da F1 in Schools, uma competição internacional apoiada pela Fórmula 1.

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O F1 in Schools é um projeto educacional que envolve estudantes de todo mundo com o desafio de criar uma escuderia. Os jovens têm como missão montar um protótipo de um carro de competição, uma miniatura de aproximadamente 21 centímetros, utilizando computador, softwares, modelagem e impressão 3D, entre outros. Os protótipos devem seguir regulamentos abrangentes, de maneira semelhante à Fórmula 1.

Protótipo de carro de Fórmula 1

Protótipo de carro de Fórmula 1

Divulgação

“Passamos por todos os processos para a formulação de uma empresa e todos os processos de criação de um carro de Fórmula 1: escolha e desenho da identidade visual, divisão dos cargos e todas as etapas do processo: planejamento, teste virtual, teste em pista, corredor de vento”, conta Giovanna, a jovem escolhida para ser a líder da escuderia.

Também participaram da equipe: Artur Paparounis (engenheiro chefe), Catherina Kuahara (diretora de marketing), Davi Silva (CFO), Giovanna Fusco (líder), Gustavo Theil (designer 3D) e Lara Ferraz (designer gráfica).

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Nesse processo, os jovens passam por experiências que serão exigidas no futuro profissional como trabalhar em equipe, administrar conflitos e o cumprimento de tarefas dentro de um prazo estipulado.

“O desafio real foram as cobranças e usamos o Trello, uma ferramenta fácil de utilizar, todas as pessoas da equipe podiam ver as tarefas de todo mundo e espaço para comentários e, principalmente, a data limite.”

Os estudantes do colégio Vértice deram sequência ao trabalho da equipe Brazilian Six, que participou de edições anteriores. “Eles nos ajudaram, passaram a experiência deles e tivemos acesso a todo material que já tinham produzido, além de uma mentoria próxima”, explica Giovanna. “Não posso dizer foi mais fácil, mas dá para falar que não começamos do zero, mas de um patamar sólido, pudemos desenvolver e aprimorar um trabalho que já era bom”.

Uma empresa foi criada para desenvolver o carro

Uma empresa foi criada para desenvolver o carro

Divulgação

“Tratamos como um trabalho profissional, não de estudantes: organizamos a pauta, estipulamos prazos", avalia o mentor do projeto, César Martins, da Happy Code. "Eu me impressionei como eles se comprometeram e buscavam soluções, não se contentavam com uma resposta apenas.” 

“É gratificante representar o Brasil em uma competição internacional. Queríamos mostrar que conseguimos desenvolver tecnologia e ciência como qualquer outro país e estar em Abu Dhabi foi a maior conquista para todos nós.”