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Justiça determina que reitora da PUC-SP continue no cargo

Em 2012, uma greve foi deflagrada na universidade contra a gestão de Anna Cintra

Educação|Do R7

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Na última quarta-feira (1º), o Tribunal de Justiça de São Paulo determinou que a reitora da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo), Anna Maria Marques Cintra, permaneça em seu cargo.

Em 2012, uma greve foi deflagrada na universidade contra a gestão da reitora, que, apesar de ter sido a terceira colocada na eleição para a reitoria naquele ano, foi nomeada pelo grão-chanceler da PUC, d. Odilo Scherer.


Após a nomeação, o Consun (Conselho Universitário da PUC) decidiu pelo cancelamento da lista tríplice aprovada em setembro pelo próprio órgão, como forma de inviabilizara posse de Anna. O ato foi ignorado pela fundação.

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O Centro Acadêmico 22 de Agosto, decidiu então entrar com uma ação no Ministério Público, argumentando que a Fundação São Paulo, mantenedora da PUC-SP, violou processo hierárquico na nomeação ao ignorar o Consun.

Terceira colocada na eleição, Anna Cintra foi nomeada em novembro de 2012 pelo grão-chanceler da PUC, d. Odilo Scherer. Pelas regras, cabe a ele escolher um dos três nomes da lista. Mas, ao ignorar tradição de nomear o primeiro, iniciou uma crise.


Segundo o relator da apelação da PUC-SP, juiz substituto em 2º grau Walter Rocha Barone, "a escolha entre os componentes da lista tríplice é prerrogativa exclusiva do grão-chanceler, e os candidatos, ao subverterem tal regramento, comprometendo-se a observar uma lista única, isto é, o primeiro colocado na votação, ao invés da lista tríplice, estavam, destarte, dispondo de direitos de terceiro, o que não é admissível".

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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