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MEC inicia construção de currículo nacional

O texto foi coordenado pela ex-diretora de currículos e educação integral da pasta

Educação|Do R7

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O MEC (Ministério da Educação) dá nesta quinta-feira, dia 3, o pontapé inicial para a construção da chamada Base Nacional Comum da Educação Básica, que prevê o que os estudantes brasileiros devem aprender a cada etapa escolar. Previsto na Constituição e na LDB (Lei de Diretrizes e Bases), esse dispositivo nunca foi elaborado. É tido por especialistas como fundamental para avanço educacional e na garantia da qualidade do ensino.

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A SEB (Secretaria de Educação Básica) do MEC recebe nesta quinta um documento que será o "desencadeador" do debate nacional sobre o tema. O texto foi coordenado pela ex-diretora de currículos e educação integral da pasta, Jacqueline Moll. "Estamos propondo uma discussão em regime de colaboração onde estejam presentes o MEC na condução, secretarias e uma participação mais ampla possível", disse ao Estado a titular da SEB, secretária Maria Beatriz Luce.

— O MEC está aberto a construir conjuntamente se a Base Nacional será menos ou mais detalhada.

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Depois do longo processo de discussão do Plano Nacional de Educação (PNE), sancionado no mês passado pela presidente Dilma Rousseff (PT), esse deve ser o debate que vai mobilizar o setor talvez nos próximos anos. A criação de uma base nacional sempre esteve acompanhada de resistência de setores de pesquisadores, que temem um engessamento da autonomia do professor. O respeito a diferenças regionais também é temido.

Além de definir com mais clareza o que se espera que os alunos aprendam nas determinadas fases escolares, a Base Nacional ainda guiará o processo de avaliação e da própria formação de professores. Hoje, as diretrizes da Prova Brasil (avaliação federal da educação básica) e do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) servem de indutores dos currículos municipais e estaduais, mas são considerados genéricos.

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A articulação em torno do tema conta com a participação da União de Dirigentes Municipais e do Consed (Conselho Nacional de Secretários de Educação) e também do CNE (Conselho Nacional de Educação). "O compromisso com o CNE é que o MEC coloque o documento para a apreciação online, e todo o País envie sugestões. Isso deve acontecer até o final de agosto", disse Rosa Neide Soares, representante do Consed.

Um grupo de mais de 50 especialistas e entidades também conversam há mais de um ano sobre o assunto, reunindo evidências internacionais e agrupando interessados.

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— A gente tem se dedicado muito a levantar evidências, mobilizar e colocar o tema em voga, disse Alice Ribeiro, secretária executiva do projeto de construção de uma Base Nacional Comum da Educação.

— Cada escola vai aperfeiçoar de acordo com sua realidade.

A afirmação é da ex-secretária de Educação Básica do MEC Maria do Pilar Lacerda.

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