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Ministério Público Federal investiga comentário racista de professor da Universidade Federal do Espírito Santo 

O docente Manoel Malagutti teria dito preferir médicos brancos a profissionais negros 

Educação|Do R7

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Na última quarta-feira (5), cerca de 300 estudantes da Ufes fizeram um protesto exigindo a exoneração do professor
Na última quarta-feira (5), cerca de 300 estudantes da Ufes fizeram um protesto exigindo a exoneração do professor

O MPF (Ministério Público Federal) está investigando a conduta racista de um professor de economia da Ufes (Universidade Federal do Espírito Santo) ocorrida na última segunda-feira (3). Na ocasião, durante um debate sobre cotas raciais com alunos do curso de ciência sociais da instituição, o docente Manoel Luiz Malagutti teria dito que "se tivesse que escolher entre um médico branco e um negro, escolheria o branco".

Em entrevista ao jornal Gazeta Online, Malagutti confirmou a declaração e reiterou os argumentos discriminatórios: “Os negros, em média, eles vêm de comunidades menos privilegiadas, para a gente não usar um termo mais forte. Nesse sentido, eles não têm uma socialização primária na família que os torne receptivos aos trâmites da universidade".


A Ufes criou uma comissão de sindicância para investigar o caso nos próximos 30 dias e afastou o professor das aulas ministradas à turma que presenciou o comentário racista.

Na última quarta-feira (5), cerca de 300 estudantes da Ufes fizeram um protesto exigindo a exoneração do professor. Em nota, o coletivo estudantil Negrada, um dos organizadores do protesto, repudiou as falas do professor.


As informações foram divulgadas hoje pelo jornal O Estado de S. Paulo. 

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