‘Um plano audacioso, mas ainda assim factível’, avalia especialista sobre novo PNE
‘Pequenos ajustes nesse novo plano o fazem caminhar para uma direção muito mais positiva do que o anterior’, assegura entrevistada
Educação|Do R7, com RECORD NEWS
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O novo PNE (Plano Nacional de Educação) foi aprovado nesta quarta-feira (25) por uma votação simbólica ocorrida no Senado. O projeto aguarda a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para ser aceito. Com 372 estratégias, 73 metas e 18 objetivos, o plano visa atingir resultados como alfabetizar 100% das crianças até o 2º ano do ensino fundamental e aumentar o investimento público na educação de 5% a 10% do PIB (Produto Interno Bruto).
Brenda Prata, que atua no campo da educação no Instituto Ayrton Senna e já trabalhou na Secretaria de Educação de Goiás, define o novo documento como “um plano audacioso, mas ainda assim factível”. Segundo ela, o compromisso político, o financiamento e a comunicação entre as instituições de poder são essenciais para garantir o cumprimento dos objetivos.

“Temos algumas metas, [...] por exemplo, a que fala sobre 50% de aprendizagem adequada para a terceira série do ensino médio. Hoje partimos de um ponto em que somente 7,7% desses estudantes possuem essa aprendizagem. [...] Temos muitos desafios”, avaliou no Jornal da Record News da quinta-feira (26).
A especialista, ainda assim, está otimista quanto ao novo plano, já que a aprovação do SNE (Sistema Nacional de Educação) em 2025 corrige erros do último projeto. Dentre os citados por Brenda estão a ausência de coordenação entre União, Estados e Municípios; falta de clareza e de responsabilização e monitoramento. “Pequenos ajustes nesse novo plano o fazem caminhar para uma direção muito mais positiva do que o anterior”.
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Outro avanço ao qual a especialista dá destaque é a definição de recortes de gênero, raça e localidade que se adequam às realidades enfrentadas por cada região do país: “Para que a gente avance, todos esses grupos precisam avançar. [...] Cada estado e município tem uma meta anual que deve alcançar. [...] A gente precisa olhar para essas crianças, a gente não pode deixar nenhuma delas para trás”.
Uma das principais dificuldades enfrentadas pelo plano e pela educação, entretanto, é o financiamento. Ela não consegue prever se o direcionamento do PIB projetado para as primeiras etapas do plano será o suficiente para cumprir todas as metas e disponibilizar uma infraestrutura adequada aos alunos. “Tem uma proposta [...] sobre a possibilidade de financiamento por royalties e participações especiais do petróleo [...] Mas ainda não tem definições sobre esse montante”, conclui Brenda.
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