Eleições 2014 “A democracia-cristã está madura para vencer a eleição”, diz Eymael

“A democracia-cristã está madura para vencer a eleição”, diz Eymael

PSDC aposta na história do partido e nas redes sociais para eleger 10 deputados em 2014

“A democracia-cristã está madura para vencer a eleição”, diz Eymael

Constituinte, Eymael recebeu homenagem na Câmara, em outubro

Constituinte, Eymael recebeu homenagem na Câmara, em outubro

Divulgação

Ostentando como nunca sua atuação como deputado constitucionalista, o presidente nacional do PSDC, José Maria Eymael, parte para a quarta candidatura à Presidência da República certo de que pode, enfim, vencer a eleição. Em entrevista concedida ao R7 na sede do partido, no Alto de Pinheiros, capital paulista, Eymael fez um balanço de sua atuação no partido desde 1962 e falou sobre as estratégias para superar a falta de espaço para sua candidatura.

— Disputei três eleições à Presidência — 1998, 2006 e 2010 —, na tarefa de reconstrução do PSDC, porque a democracia cristã foi destruída duas vezes — uma em 1965, quando o regime militar extinguiu os 13 partidos que existiam, e outra em 1993, quando ocorreu a fusão do então PDC com o PDS. Agora, com o partido maduro, podemos disputar com a pretensão de vencer.

Eleito deputado federal em 1986, Eymael participou da elaboração da Constituição Federal de 1989, o que tem lhe rendido participação em todas as cerimônias em celebração aos 25 anos da Carta Magna realizadas ao longo deste ano. O pré-candidato aproveita o ensejo para resgatar a contribuição dos cinco deputados do PSDC que participaram da Constituinte.

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História

O democrata-cristão se vangloria de ter tido 145 propostas aprovadas no documento, entre elas a redução da jornada semanal de trabalho (de 48 para 44 horas) e a manutenção do nome de Deus na Constituição. Combinada às articulações feitas nos últimos anos, a história do partido deve render a eleição de 10 deputados para o PSDC na próxima legislatura, espera Eymael.

— Temos certeza de que vamos eleger uma bancada interessante [na Câmara]. Temos chance em Curitiba, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Goiânia, Acre, Ceará e Maranhão. Também vamos lançar 100 federais em São Paulo. Na pior das hipóteses, vamos eleger 10 deputados. No Senado, devemos ter candidatos em todos os Estados.

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Eymael também fala com confiança sobre a pré-candidatura do deputado estadual Neodi Carlos ao governo de Rondônia: “Muito dificilmente não ganharemos”. O partido ainda terá candidatos próprios aos governos do Amazonas (Cícero Lima) e da Bahia.

— Hoje o PSDC tem músculo. Estamos chegando a 200 mil filiados. Estamos em duas mil cidades do Brasil. E, hoje, começa a haver um reconhecimento da folha de serviços da democracia-cristã no Brasil. Quando fico em quinto lugar [com 89 mil votos, na eleição presidencial de 2010], o Brasil redescobre a democracia-cristã. Isso já teve uma consequência em 2012. Tínhamos sete vereadores em seis capitais. Agora, temos 20 vereadores em 12 capitais.

O otimismo de Eymael também se escora na última pesquisa Datafolha sobre a corrida pela Prefeitura de São Paulo em 2012. O democrata-cristão lembra: “Eu era uma alternativa para todas as candidaturas. Isso explica porque víamos nas ruas uma recepção tão calorosa, mas que não saía nas pesquisas”. Segundo Eymael, ele “aparecia nas últimas posições nas intenções de voto, mas como alternativa aos principais candidatos”.

“Inconformidade”

Apostando em seu “grande poder de concisão” e numa “presença muito grande nas redes sociais” para superar o pouco tempo de tevê, o pré-candidato aposta que os debates da corrida presidencial de 2014 serão marcados pelo tema “inconformidade”.

— Em fevereiro deste ano, sentimos que alguma coisa diferente estava acontecendo no Brasil. Logos depois da tragédia de Santa Maria (RS), editamos uma mensagem nacional estabelecendo que a partir daquele momento a palavra de ordem da democracia-cristã seria “inconformidade”. Inconformidade com o que poderíamos ter, e não temos. Com o que não somos, e poderíamos ser.

O pré-candidato identifica “um sentimento de cansaço na sociedade e, ao mesmo tempo, de exigência de atitude”. Para ele, “a presidente Dilma tomou passos acertados no início, mas, depois, na área econômica... hoje nós temos de aceitar a volta da inflação, em função da falta de controle nos gastos públicos”. 

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