Aécio venceu com mais de 90% em Miami e Israel; Dilma liderou em Cuba e na Palestina

No segundo turno, TSE registrou 141.873 votos de brasileiros que vivem no exterior

Fernando Mellis, do R7

Miami: Aécio teve 91,79% dos votos; Havana: Dilma teve 86,73%
Miami: Aécio teve 91,79% dos votos; Havana: Dilma teve 86,73% Montagem/Estadão Conteúdo/Divulgação

Os contrastes entre as votações de Aécio Neves (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) no segundo turno das eleições presidenciais não aconteceram apenas entre regiões do Brasil. Nas seções no exterior, a presidente teve vantagem em países mais pobres e o tucano nos mais ricos.

Dilma conseguiu a maior votação proporcional fora do País em Havana, capital de Cuba, onde foi escolhida por 86,73% dos 100 eleitores. A ilha socialista fica a menos de 400 km de Miami, maior zona eleitoral nos Estados Unidos. Na ensolarada cidade da Flórida, Aécio venceu com 91,79% dos votos.

Entre os brasileiros que foram às urnas em Tel Aviv (Israel), o tucano teve 92,12% dos votos. Perto de lá, em Ramallah, capital administrativa dos territórios palestinos, a presidente saiu vitoriosa, com 84,03%.

O candidato do PSDB obteve grande votação no Japão, segundo maior colégio eleitoral no exterior, depois dos Estados Unidos. Em quatro cidades — Oizumi, Mitsukaido, Hamamatsu e Suzuka — ele foi escolhido, com mais de 90%.

Ainda na Ásia, Aécio conseguiu outros resultados que não se repetiram nas cidades brasileiras. Em Jacarta (Indonésia), ele teve a maior votação proporcional: 94,44%; em Cingapura: 93,81%; em Seul (Coreia do Sul): 91,3%.

Dilma venceu em Manila (Filipinas), com 63,33% dos votos; no Congo: 55,56%; em Porto Príncipe (Haiti): 72,22%; em Liubliana (Eslovênia): 63,16%; em Amã (Jordânia): 62,5%; e em Praia (Cabo Verde): 70,59%.

Eleitores no exterior

No domingo (26), 141.873 eleitores brasileiros foram às urnas no exterior. O segundo turno teve uma abstenção de 59,79%. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral, a ausência se deve, principalmente, ao fato de não haver seções em muitas cidades. Por exemplo, na França, onde seis em cada dez eleitores faltaram, apenas Paris tem local de votação.

A preferência de quem mora fora do País foi o candidato do PSDB. Aécio teve 77,02% dos votos e Dilma, 22,98%.

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