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Eleições 2014
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Aposta da oposição, “nanicos” não devem contribuir para 2º turno

Nas últimas eleições, candidatos à Presidência de pouca expressão não somam mais de 4%

Eleições 2014|Rodolfo Borges, do R7

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Aécio e Campos apostam em várias candidaturas para forçar 2º turno
Aécio e Campos apostam em várias candidaturas para forçar 2º turno

A parceria entre o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), e a ex-senadora Marina Silva para 2014 reduziu o número de candidaturas de oposição expressivas para a próxima eleição à Presidência. Com receio de que a presidente Dilma Rousseff consiga se reeleger logo no primeiro turno, pré-candidatos como Campos e o senador Aécio Neves (PSDB-MG) têm discursado sobre a importância de aumentar o leque de opositores para o próximo pleito. As últimas eleições mostram, contudo, que os candidatos “nanicos” perderam peso no pleito.

Os pleiteantes à Presidência da República de pouca expressão política não somam, juntos, mais de 4% dos votos desde a eleição de 1998. Em 2010, as seis candidaturas “nanicas”, como as de Plinio de Arruda Sampaio (PSOL) e José Maria Eymael (PSDC), totalizaram apenas 1,5% dos votos.

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No pleito anterior, de 2006, quando Luiz Inácio Lula da Silva foi reeleito, os cinco nanicos da vez ficaram com 2,9% das preferências — como Lula recebeu 48,6% no primeiro turno, essa foi a última vez em que as pequenas candidaturas de fato influenciaram nos rumos da eleição.

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Os números das últimas corridas presidenciais mostram um quadro bem diferente daquele das primeiras eleições no País após a redemocratização, quando a disputa era diluída entre um número maior de candidatos.

Histórico

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Em 1989, quando o hoje senador Fernando Collor (PTB-AL) e o então sindicalista Lula foram para o segundo turno, os 17 candidatos de menor expressão, com destaque para Ulysses Guimarães (4,4%) e Afif Domingos (4,5%), chegaram a quase 15% dos votos.

Na eleição seguinte, vencida por Fernando Henrique Cardoso no primeiro turno, os candidatos menos votados, entre eles Orestes Quércia (4,38%) e Leonel Brizola (3,18%), somaram 11,3%.

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Para o cientista político David Fleischer, da Universidade de Brasília (UnB), a eleição de 2014 deve repetir o cenário de 2010. Por isso, o especialista aconselha Aécio Neves e Eduardo Campos a se concentrarem no crescimento das próprias candidaturas se quiserem levar a disputa para o segundo turno no próximo ano.

— Os nanicos não vão fazer grande diferença. Talvez a candidatura do PSOL ultrapasse 1% sozinha [em 2010, o candidato socialista Plínio de Arruda Sampaio chegou ao quarto lugar com apenas 0,87% dos votos], mas é difícil apostar na força dessas candidaturas, que não têm muito espaço.

Risco

Sócio da DGA Consultores Associados, o cientista político Leonardo Barreto alerta os candidatos da oposição para o risco de algum dos nanicos acabar lhes atrapalhando, ao favorecer indiretamente a candidatura de Dilma à reeleição.

— Os alvos [do discurso dos nanicos] podem ser as próprias candidaturas de oposição. O Randolfe pode vir a criticar muito mais o PSB e o PSDB, porque essas candidaturas menores não se constituem necessariamente numa coalizão de partidos contra o governo.

Barreto concorda, contudo, que o impacto das candidaturas menores em 2014 deve ser pequeno, mesmo quando se trata de PSOL, que costuma participar dos debates televisivos. Segundo ele, faltam a essas candidaturas tempo de TV, capacidade de mobilização para comícios, palanques estaduais e capacidade de rodar o País, para conversar com os eleitores.

— A gente vive hoje, na politica brasileira, um período de grande evolução tecnológica. É sempre bom deixar algum espaço reservado para a surpresa, mas, pela história das eleições, a tendência é que eles representem pouco na próxima disputa.

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