Campos defende redução do número de ministérios pela metade
“Não se pode negociar cargos como se estivéssemos em uma feira”, diz pré-candidato
Eleições 2014|Carolina Martins, do R7, em Brasília
O pré-candidato à presidência da República pelo PSB, Eduardo Campos, declarou, nesta segunda-feira (14), que é preciso reduzir pela metade o número de ministérios no Governo Federal. De acordo com Campos, não é possível manter a “política de coalizão” que negocia cargos no primeiro escalão do governo em troca de apoio.
— É necessário que agente possa fazer uma pactuação de governança, em torno do programa , em torno de pensamento, e não em torno de distribuição de cargo à luz do dia, como se estivéssemos numa feira, como se isso fosse uma coisa natural.
Para Campos, a estrutura do governo atual é desnecessária, e foi criada para acomodar partidos que fazem parte da base aliada.
O presidente do PSB defende que as alianças sejam feitas em torno do programa do governo esse diz aberto ao diálogo com outros partidos. Mas, avisa que não cargos nos ministérios não serão moeda de troca.
— No nosso governo, ministério não será entregue a um partido como se entrega uma propriedade, como se estivesse passando uma escritura. Quem vier nos apoiar, nem venha pensando que depois vai ter um ministério para chamar de seu.
As declarações foram dadas durante uma entrevista coletiva, concedida após o lançamento oficial da chapa Eduardo-Marina, que traz a ex-senadora Marina Silva com pré-candidata à vice-presidente da República.
Bolsa-Família
Além das críticas à estrutura de governo da presidente Dilma Rousseff, Campos também voltou a citar o contingente de pessoas que estão na lista de espera do Bolsa-Família.
Segundo ele, dos 25 milhões de famílias que estão no cadastro único do governo, 14 milhões são atendidas. Campos pretende incluir todos eles na lista de beneficiados.
— Mas não quer dizer que todos os 25 milhões que estão no cadastro único estejam nos critérios para serem beneficiados. Mas, entre 14 milhões e 25 milhões há contingente de pessoas que aguardam o direto e precisam ser incluídos. Se dá para faze de uma vez, que se faça de uma vez. Se dá para fazer em um ano, que se faça em um ano.
Campos também foi questionado sobre a manutenção de sua candidatura à presidência, se o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidir se lançar no lugar de Dilma Rousseff. O presidente do PSB afirmou que já tomou a decisão e agora vai em frente, independentemente das definições dos partidos adversários.




