Campos diz que chegou a hora de julgar Dilma
Pré-candidato do PSB diz que presidente não entregou aquilo que prometeu em 2010
Eleições 2014|Do R7

O pré-candidato do PSB à Presidência da República, Eduardo Campos, afirmou nesta quarta-feira (4) que "lamenta profundamente" que a presidente Dilma Rousseff não tenha conseguido entregar aquilo que se comprometeu a fazer.
— Uma gestão mais própria, política limpa e mais decente, com gente comprometida com os princípios republicanos. Eu lamento que ela não tenha conseguido [entregar essas questões], mas chegou a hora de julgar isso.
Campos fez uma analogia à situação de um aluno na escola, que estuda, mas não consegue responder às questões na prova.
— Você tem que ter coragem de dar a nota a ele, para o bem dele, para que talvez ele entenda que, repetindo aquela matéria, pode aprender.
O pré-candidato também afirmou que, apesar de tecer críticas ao PT, não está "torcendo" contra o Brasil.
— Para a nossa candidatura dar certo, não precisa nada dar errado no Brasil. Vamos torcer a favor, para que a inflação diminua, o País cresça, a seleção brasileira ganhe [a Copa do Mundo]. Já deu muita coisa errada no Brasil, não vamos torcer contra.
Segundo Campos, independentemente da opinião dos brasileiros sobre a realização da Copa e as possíveis manifestações que podem ocorrer durante o torneio, os cidadãos já tomaram a sua decisão com relação ao futuro político do Brasil.
— A população vai mudar o governo que está aí. A população tem um raciocínio bem simples: este governo já está ai há doze anos, agora tem que mudar. O povo já sabe que quer mudança, ainda não sabe o nome e o número da mudança, mas vai saber.
Ele participou de entrevista ao lado do pré-candidato peemedebista ao governo do Estado, José Ivo Sartori. No Rio Grande do Sul o PSB formou coligação com o PMDB, que apoia Dilma Rousseff no plano nacional, e indicou o deputado Beto Albuquerque, presidente regional do partido, para a vaga ao Senado. Durante o dia, Campos cumpriu agenda na Região Metropolitana de Porto Alegre.
São Paulo
Campos afirmou também que a participação do PSB nas eleições de São Paulo não será definida antes da convenção estadual do partido, marcada para o dia 21 de junho.
— Estão sendo realizados congressos municipais neste fim de semana, onde as diferentes teses estarão em debate.
Segundo Campos, haverá aqueles que defenderão a candidatura própria, coincidindo com a posição oficial do diretório nacional, que apoia o nome de Márcio França para concorrer em SP, e haverá outros que defenderão as "alianças que estão sendo colocadas". Uma das alianças em discussão, ele disse, é com o atual governador, Geraldo Alckmin (PSDB).
— Mas o fechamento disso será no dia 21, antes não dá para ter uma solução.
Campos lembrou da preferência do PSB nacional pela candidatura própria em São Paulo, mas reconheceu a dificuldade de consolidar uma chapa sólida em torno do nome de Márcio França com a participação dos partidos aliados do PSB no âmbito nacional.
— Colocamos lá atrás a preferência pela candidatura do Márcio França, mas, quando colocamos isso, achávamos que seria possível colocar os partidos aliados à frente dessa candidatura. Até agora isso não foi possível.




