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Eleições 2014

Campos volta a criticar forma de governo baseada em coalizões

Candidato entrou em detalhes sobre como pode fugir do "presidencialismo de coalizão"

Eleições 2014|Do R7

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Candidato do PSB à Presidência da República, Eduardo Campos voltou a criticar o sistema de presidencialismo de coalizão — que chamou de "a velha política" alimentada pelo governo da presidente e candidata à reeleição Dilma Rousseff (PT) — na manhã desta terça-feira (5), em entrevista por telefone ao programa Faixa Livre, da Rádio Livre (1.440 AM), do Rio. Campos tem hoje extensa agenda de campanha na capital fluminense.

"O que se faz hoje em Brasília é um pacto que divide pedaços do Estado e alianças com adversários históricos. Na Alemanha, os partidos fazem alianças, mas em torno de programas. É assim que o Brasil tem de fazer: alianças em torno de um pensamento", disse o candidato.


Campos, entretanto, não entrou em detalhes sobre como pretende sustentar as relações com o Congresso — para aprovação de leis e do orçamento, por exemplo — sem seguir o atual modelo de presidencialismo de coalizão.

— O modelo que aí está vem desde o governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), depois no segundo governo Lula (PT) ficou mais evidente com o caso do 'Mensalão' e agora se imaginava que a presidente Dilma fosse quebrá-lo. Mas o que ela fez foi se entregar a esse tipo de modelo, o que não permite ao Brasil viver o encontro com essa energia renovadora da sociedade".


Campos mira o voto dos manifestantes de junho

Na visão do candidato, "eu e Marina Silva oferecemos ao Brasil a possibilidade de ser a única candidatura que dialoga com essa energia".


Campos criticou a política macroeconômica do governo federal e afirmou não serem diferentes as propostas de PSDB e PT nessa área.

Perguntado se sua visão econômica seria parecida com a do candidato tucano à Presidência, Aécio Neves, Campos negou.


— A visão econômica mais parecida com a de Aécio é a que a presidente Dilma colocou em seu partido. Tanto PSDB quanto PT concordam em relação a isso: que a política econômica foi mantida em seus governos.

O candidato do PSB classificou a estagnação do crescimento da economia brasileira de "má governança".

— O Brasil precisa voltar a crescer e a administrar melhor as expectativas. Economia não é ciência exata, tem a ver com expectativas e elas só têm piorado pela má governança e falta de confiança dos agentes econômicos no futuro do País. Quando você estimula o investimento produtivo e administra bem os recursos públicos, possibilita por exemplo a queda da taxa de juros.

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