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Candidato de Aécio em Minas é alvo da Polícia Federal

Ex-ministro das Comunicações, Pimenta da Veiga prestou, no fim de março, depoimento à PF

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"É uma manobra eleitoreira", protesta Pimenta da Veiga
"É uma manobra eleitoreira", protesta Pimenta da Veiga

O ex-ministro das Comunicações Pimenta da Veiga, pré-candidato do PSDB ao governo de Minas, prestou no fim de março depoimento na Polícia Federal, em Brasília, em um inquérito que apura o repasse de recursos da SMPB, agência publicitária de Marcos Valério Fernandes de Souza, para o mensalão mineiro. O tucano admitiu ter recebido R$ 300 mil, mas disse que o valor se referia ao pagamento por serviços de advocacia prestados à agência de publicidade. O tucano não apresentou provas.

Segundo a PF, Pimenta cumpriu carta precatória expedida pela Superintendência da corporação em Minas, que instaurou uma investigação no ano passado. O inquérito é um desdobramento da denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República em 2008 e apura outros repasses da SMPB.

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Na acusação formal, o Ministério Público Federal apontou que a campanha à reeleição do então governador de Minas, Eduardo Azeredo (PSDB), em 1998, foi abastecida por um esquema de arrecadação ilegal de recursos que envolvia a agência de Valério. Pimenta da Veiga não foi denunciado.

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Porém, citado no inquérito original da PF, ele passou à condição de investigado no novo procedimento instaurado em 2013. O tucano se diz vítima de uma "manobra eleitoreira".

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— Como você prova exames de contratos, documentos internos da empresa? É impossível. Anos depois querem saber de documentos.

Pimenta alega que na época que recebeu o dinheiro estava afastado da vida pública, exercendo a advocacia. O tucano afirma também que declarou os recursos no Imposto de Renda. Após concluir o inquérito, a PF vai encaminhar o o relatório para a Procuradoria da República em Minas, que analisará se há provas suficientes para denunciar o pré-candidato do PSDB por lavagem de dinheiro.

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Pimenta classificou como "estranho" o fato de ter prestado novo depoimento à PF. O ex-ministro de Fernando Henrique protesta.

— Onze anos depois pediram novos esclarecimentos. É uma manobra eleitoreira. Salta aos olhos.

A PF rastreou depósitos feitos pela SMPB à conta de Pimenta da Veiga.

Empréstimo

Durante a comissão parlamentar mista de inquérito dos Correios, em 2005, foi encontrado um contrato de empréstimo de R$ 152 mil contraído pelo ex-ministro no Banco BMG de Belo Horizonte no qual figuravam como avalistas Marcos Valério e sua ex-esposa Renilda Santiago.

Em fevereiro, Eduardo Azeredo (PSDB) renunciou ao mandato de deputado federal. Com a perda do foro privilegiado, o Supremo decidiu transferir para a 1ª Instância, em Minas Gerais, a ação penal contra o ex-governador, acusado dos crimes de peculato e lavagem de dinheiro. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu pena de 22 anos de prisão para o ex-deputado. Azeredo alega inocência e diz que é "bode expiatório" de uma "ação que tem contaminação política".

Foi Pimenta da Veiga quem proporcionou que Azeredo disputasse a sua primeira eleição, como candidato a vice-prefeito de Belo Horizonte na chapa vitoriosa em 1988. Um ano e meio depois, ele assumiu a prefeitura da capital mineira após Pimenta renunciar para disputar o governo do Estado. O tucano perdeu a disputa eleitoral daquele ano — 1990.

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