Com discurso afinado a jovens, Campos volta a prometer escola em tempo integral
Ex-governador de Pernambuco também atacou seus principais adversários ao Planalto
Eleições 2014|Diego Junqueira, do R7

O candidato à Presidência da República Eduardo Campos, do PSB, voltou a repetir nesta segunda-feira (4), durante encontro com jovens em São Paulo, duas promessas para a educação brasileira: escola em tempo integral e passe livre para estudantes.
Campos e a ex-senadora Marina Silva, candidata à vice em sua chapa, se encontraram hoje com cerca de 150 membros da juventude do PSB e dos outros partidos que fazem parte de sua coligação: PPS, PPL e PRP. Eles receberam a chamada Carta das Juventudes, com propostas para um eventual mandato de Campos à frente do Palácio do Planalto.
Entre as propostas apresentadas estão a inclusão digital, o combate ao desmatamento, o desenvolvimento sustentável, educação púbica de qualidade, além de políticas voltadas para minorias como jovens negros, população indígena, grupos LGBT, etc.
Apresentada como “mantenedora da utopia das juventudes”, Marina se disse “emocionada” com a carta dos jovens, lida em voz alta para os candidatos.
— Esse é o momento de fazer política com propostas, ideias e generosidade.
Já Campos insistiu que é preciso “inverter prioridades” ao tratar da educação no País. Duas vezes governador de Pernambuco, o presidenciável elencou medidas de seus mandatos para sustentar suas propostas.
— Fiz o maior conjunto de escolas em tempo integral desse País.
Marina, que se definiu como um “milagre da educação”, afirmou que sua chapa representa uma oportunidade para eleger um presidente “a partir de um programa de governo”.
— Já tivemos um presidente eleito fazendo um apelo aos brasileiros para que o ajudasse a estabilizar a inflação. Teve outro presidente que foi eleito escrevendo uma carta para os brasileiros pedindo um voto de confiança para o ajudar a promover o desenvolvimento (..) Agora queremos ganhar a eleição com a carta dos brasileiros.
Ataques
Em meio a elogios à juventude brasileira, o encontro na capital paulista manteve o tom das últimas semanas, com ataques aos dois principais adversários na corrida ao Planalto.
Antes de ser perguntado de onde viria o dinheiro para financiar suas propostas, Campos se antecipou e disse que “tem que ter dinheiro” para o que chama de “inversão de prioridades”.
— Teve dinheiro para ajudar os bancos no governo do PSDB. Tem dinheiro pra aumentar os juros [no governo do PT]. Então tem que ter dinheiro para mudar as prioridades.
Segundo Campos, “nossos adversários já tiveram 20 anos no governo, e já fizeram tudo o que poderiam fazer”.




