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Eleições 2014
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Deputado do PSB diz que crescimento de Campos em pesquisa "é o mais extraordinário"

Pesquisa Datafolha traz Campos com 15% das intenções de voto; Dilma tem 42% e Aécio 21%

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Baixa rejeição de Campos é vista como potencial de crescimento
Baixa rejeição de Campos é vista como potencial de crescimento

O deputado Walter Feldman (PSB-SP) classificou na manhã deste domingo como o crescimento "mais extraordinário" o aumento das intenções de voto registrado pelo governador de Pernambuco, Eduardo Campos, para a corrida ao Palácio do Planalto em 2014. 

Pesquisa Datafolha realizada na última sexta-feira (11) apontou que a presidente Dilma Rousseff venceria no primeiro turno e teria 41% das intenções de voto, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) outros 21% e Campos, 15%.

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— Ele [Eduardo Campos] até então era um candidato frágil, porque [tinha] quatro pontos [de intenção de voto] no início, sem perspectiva de exposição e problemas eleitorais. Ele teria muitas dificuldades. O próprio PSB fala que esperava que [ele] só teria dois dígitos no ano que vem. Então, na minha avaliação, é o crescimento mais extraordinário.

A pesquisa foi a primeira divulgada após a ida da ex-ministra e ex-senadora Marina Silva, que tentou viabilizar sem sucesso a criação do seu partido, para o PSB presidido pelo governador de Pernambuco. Feldman, ex-tucano, seguiu os passos de Marina. A participação da ex-ministra no evento, que tem por objetivo analisar a conjuntura política após parte de integrantes da Rede ter aderido ao novo partido, é aguardada para participar esta tarde.

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Na avaliação de Feldman, Campos é o candidato com melhores condições de avançar nas próximas pesquisas porque conta com baixa rejeição e ainda é desconhecido de grande parte do eleitorado, o que o leva a ter um potencial de crescimento maior.

Para o parlamentar, os eleitores de Marina "evidentemente" se dividiram e agora ocorre um processo de "decantação da decisão" da ex-ministra de migrar para o PSB. Ele disse que não se preocupa com o fato de Dilma ter herdado a maior parte do espólio eleitoral de Marina, uma vez que, na opinião dele, ainda "não está claro" que ela se retirou da disputa em 2014 e vai ceder seu "patrimônio" para Campos.

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— A hora que tiver o desdobramento das informações, a nossa avaliação é que uma parte ponderável [das intenções de voto] virá para cá. Até porque Marina representa uma parte daquilo que não se representa na Dilma e não reconhece no Aécio as condições de ser o destinatário. É uma questão de tempo.

Questionado se Marina poderia ser a cabeça de chapa do PSB em 2014, pelo fato de em outra simulação na qual concorre levar a disputa para o segundo turno, Feldman negou categoricamente. Segundo ele, seria contraditório para a postura de "desprendimento" da ex-ministra.

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Ele disse que Marina cedeu seu patrimônio para quem ela considera ter melhores condições para levar adiante o programa da Rede Sustentabilidade e depois ficar "conspirando o tempo todo, abalando e dificultando" a atuação do novo partido.

— Não é isso que nós vamos fazer. Nós não levantamentos a hipótese de rediscutir essa questão. O governador Eduardo Campos foi muito generoso ao dizer que essa questão ficará para o ano que vem.

O deputador disse que a Rede pretende discutir com o PSB programa, o que não tem ocorrido "há muito tempo" nas eleições.

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