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Eleições 2014

Dilma defende bancos públicos e critica quem faz política baseado em ideologia

Presidente afirmou ainda que o Brasil não pode virar as costas para América Latina

Eleições 2014|Carolina Martins, do R7, em Brasília

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Dilma Rousseff passou o dia de hoje no Palácio do Planalto
Dilma Rousseff passou o dia de hoje no Palácio do Planalto

No dia em que confirmou a saída do ministro da Fazenda, Guido Mantega, de sua equipe de governo caso seja reeleita, a presidente Dilma Rousseff saiu em defesa de sua política econômica. Em entrevista à imprensa no Palácio da Alvorada nesta segunda-feira (8), a presidente defendeu os bancos públicos e a importância da concessão de créditos subsidiados pelo governo à agricultores e a industriais.

Rebatendo o programa da candidata à presidência da República Marina Silva (PSB), que faz críticas ao financiamento público de grandes indústrias, Dilma afirmou que essa política foi o que permitiu ao Brasil passar pela crise econômica de 2009 e que está “extremamente preocupada” com a forma que os bancos públicos estão sendo encarados pelos opositores.


— Os bancos públicos foram essenciais durante a crise econômica de 2009, quando ninguém no mundo conseguia acessar crédito bancário. Naquele momento, muitas das empresas do nosso País se viram em grandes dificuldades. Os bancos públicos foram essenciais para que o País não sofresse uma crise de proporções imensas, como aconteceu nos Estados Unidos e na Europa.

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Na avaliação de Dilma, o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico), o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal foram as instituições responsáveis pela concessão de crédito barato para movimentar a economia.

Agricultura


A presidente também tocou em outro ponto de divergência com a candidata Marina, que é o setor agropecuário. Ela criticou as inciativas de reduzir o crédito para os agricultores e afirmou que para adquirir tecnologia e equipamentos o setor agrário precisa de estímulos e condições favoráveis de financiamento – que são possíveis apenas com o subsídio do governo.

—Eles [os agricultores] são afetados pela seca ou pela chuva, então tem seguro agrícola e parte do seguro tem dinheiro do Tesouro Nacional sim, porque o dinheiro não dá em árvore. Se desse em árvore, estava fácil.


Mas, Dilma também fez questão de deixar clara sua preocupação com as questões ecológicas e o desenvolvimento sustentável – questão que é bastante defendida por Marina Silva em seu programa de governo.

— Nós temos de ter também uma política de desenvolvimento da agricultura de baixo carbono. É garantir que o Brasil, sendo essa potência agrícola que é, utilize melhores práticas porque agricultura e baixo carbono é ambientalmente correta e altamente produtiva.

Política externa

A presidente da República também defendeu o Mercosul, o banco de desenvolvimento do BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) e criticou os candidatos que pretendem fazer política externa com ideologia.

Dilma ressaltou a importância das relações comerciais do Brasil com os países da América Latina, lembrou o papel de relevância do País dentro do Mercosul e afirmou que não se pode “virar as costas” para os países vizinhos.

Por mais que haja alguns pontos divergentes nas diretrizes de governo do país com que se almeja consolidar relações bilaterais, a presidente Dilma deu a entender que para governar é preciso fazer concessões e criticou quem acha que ideologias podem ser levadas para mesa de negociações.

— Ninguém vai fazer política externa com base em ideologia. Não posso virar para um país que usa energia nuclear e falar “não conversa comigo”, nem com um país que precisa de carvão e falar “não converso com você”. Eu não inicio nenhuma conversa com a divergência, eu inicio primeiro com o consenso.

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