Dilma diz que crise no governo FHC foi mais grave que a enfrentada pela Argentina
Encontro com estudantes em São Paulo virou palanque para a campanha da presidente
Eleições 2014|Érica Saboya, do R7

A presidente Dilma Rousseff comparou, nesta segunda-feira (11), a crise econômica no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) com a situação pela qual a Argentina passa atualmente. Candidata à reeleição, a petista usou um encontro com estudantes em São Paulo para falar sobre seus programas de governo e criticar os adversários.
— Em 2000, 2001, nós tínhamos um País completamente endividado. Entre o que nós devíamos para o FMI e o que tínhamos de reserva, sobrava muito pouco. A situação que hoje nos jornais ficam falando da Argentina, em relação àquele momento era mais grave porque a Argentina deposita seus pagamentos e está sendo objeto de uma coisa terrível, que são os chamados fundos abutres.
Ainda se referindo diretamente aos tucanos, Dilma falou sobre a crise hídrica pela qual o Estado de São Paulo, governado por Geraldo Alckmin (PSDB), está passando. Ela atribuiu o problema à falta de planejamento do poder público.
— Lá no Nordeste, para a segurança hídrica, estamos fazendo investimentos de R$ 32 milhões, ao contrário de alguns Estados que não se preveniram [...] Isso tudo para mostrar que, quando se quer e se tem vontade política, se faz prevenção em um Estado.
As declarações foram dadas em um encontro com estudantes que apoiam a sua candidatura. Majoritariamente formada por integrantes da UJS (União da Juventude Socialista), a plateia manifestou apoio durante todo o evento, com bandeiras e gritos de “Ole, ole olá Dilma, Dilma”.
Em ambiente amistoso, a presidente apresentou números dos programas criados pelo PT na área da educação, como o Prouni e o Pronatec. Sem detalhar as metas para o setor em uma eventual novo mandato, Dilma rebateu críticas à lei de cotas e ao Enem (exame Nacional do Ensino Médio).
— O Enem não foi fácil de implantar. Se tem uma coisa que fizeram todas as críticas que vocês podem imaginar, foi o Enem [...] A lei de cotas também foi muito combatida. É uma ação afirmativa fundamental na área educacional em um País com a tradição de desigualdade como o nosso.
Padilha
O ex-ministro Alexandre Padilha, candidato do PT ao governo do Estado, acompanhou a presidente no evento. Entre discursos de líderes estudantis, ele também fez sua fala, pautada em elogios às ações de Dilma e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Padilha voltou a falar que pretende implementar a versão paulista do Pronatec caso vença as eleições. A proposta é criar 2 milhões de vagas no Estado. Estimulado pelos presentes, ele afirmou que tem a única candidatura que “defende a universidade pública em São Paulo”.
Além de Padilha, acompanharam a presidente no evento os ministros Henrique Paim (Educação), Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência), Thomas Traumann (Comunicação) e Aldo Rebelo (Esportes).




