Eduardo Jorge defende o fim do salário de políticos
Candidato do PV à Presidência da República disse que a política no Brasil "virou negócio"
Eleições 2014|Do R7

O candidato do PV à Presidência da República, Eduardo Jorge, defendeu nesta segunda-feira (18) que os políticos brasileiros tenham benesses como salários e cargos comissionados cortados. O verde propôs a fusão da Câmara com o Senado em um único Parlamento e maior poder decisório para os vereadores e municípios.
— Proponho uma reversão do foco, a política tem que ser debaixo para cima. Vereador é cargo de honra. Mas tem que continuar na sua profissão. Político não é profissão. Trabalha normalmente e vai lá uma vez por semana fazer as discussões políticas. Não vai ter salário, não vai ter assessor, vai ter cabeça política, vontade de participar. Isso cria esse ambiente de que a política é pra servir. A política no Brasil virou negócio.
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Para ele, que deu entrevista ao vivo para o jornal O Estado de S. Paulo, a saída é mudar a distribuição dos recursos, privilegiando as prefeituras.
— Hoje Brasília centraliza todos os recursos, deixando as prefeituras dependentes do presidente para conseguir verbas. As políticas públicas devem ser focadas nos municípios.
Questionado sobre a decisão de diminuir o Estado posta em seu programa de governo, Jorge afirma que não é uma posição neoliberal de estado mínimo.
— O caso dos ministérios é um caso caricatural. No nosso programa, nós vamos cortar para 14 o número de ministérios. E sem prejudicar os programas já existentes e importantes, realocando nesse número de ministérios.
O candidato se posicionou contra independência do Banco Central, mas a favor de abaixar gradualmente a taxa Selic e jornada de trabalho para 40 horas semanais.
— Para depois chegar à marca de 30 horas, sem a redução do salário. É uma forma de redistribuição de riqueza.
Legalização da Maconha
Questionado sobre a legalização da maconha, Eduardo Jorge se diz a favor da legalização e regular o comércio.
— Segurança e saúde, neste caso, estão ligados. O PV não é a favor de estimular o uso de droga psicoativa, seja lícita ou ilícita. Mas o que nós examinamos é que essa política, de 50 anos atrás quando assinamos a convenção da ONU, é o maior fracasso de política pública da organização.
Segundo ele, “a única coisa que aumentou com essa política contra as drogas foi o aumento da criminalização e o maior poder do crime, que hoje comanda as maiores cidades do País”.
— Então a nossa proposta é a legalização e também a regulação do comércio, ou seja, não há um incentivo ao consumo, da mesma forma com o cigarro.




