Em primeiro bloco de debate em SP, Benko vai para cima de Skaf
Candidato do PHS aproveitou bem o tempo e não poupou críticas aos rivais
Eleições 2014|Do R7

O primeiro bloco do debate entre os candidatos ao governo de São Paulo foi marcado pela performance do nanico Laércio Benko, do PHS. Em suas intervenções, Benko fugiu da pasteurização que normalmente domina a postura dos participantes e partiu para cima dos adversários Paulo Skaf (PMDB) e Geraldo Alckmin (PSDB).
Perguntando para Skaf, ele queria saber em quem o rival votaria na eleição presidencial. Skaf se enrolou na resposta, mas admitiu, nas entrelinhas, que votará em Dilma Rousseff. A estratégia de Skaf é se descolar da imagem de Dilma por conta da baixa popularidade da presidente no Estado. No plano federal, PT e PMDB são aliados.
— Em São Paulo, o PT, assim como o PSDB e todos os outros, são meus adversários. Temos uma proposta nova, diferente para São Paulo, em busca de gestão e eficiência. Quanto ao meu voto pessoal, que é um em 140 milhões, voto junto com o meu partido.
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Mais à frente no bloco, Benko foi questionado por Alckmin sobre a questão da mobilidade urbana e abriu a caixa de ferramentas.
— Nossa proposta é tirar do papel tudo aquilo que está no papel no seu governo há 20 anos. O Rodoanel não está pronto. O metrô se entrega 3 ou 4 km por ano, é muito pouco. Em termos de mobilidade urbana, há muitas ideias e pouca prática. Parece replay da campanha de 2010, 2006, 2002, 1998, tudo vai sair do papel, mas concretamente não acontece nada. Por mais boa que seja a pessoa do governador, uma pessoa que não fez nada em 20 anos, vai conseguir fazer em mais quatro?
No resto do tempo, os candidatos debateram sobre a questão do tráfico de drogas e armas por meio das fronteiras do Estado. Também foi falado sobre medidas para combater a violência contra as mulheres e sobre o financiamento privado de campanhas.




