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Eleições 2014

“Eu nunca sei de fato o que ela está pensando”, diz Dilma sobre Marina

Presidente rebateu as críticas de que vai entregar o País em situação pior do que encontrou

Eleições 2014|Carolina Martins, do R7, em Brasília

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Dilma acusou Marina de "mudar de opinião com muita facilidade"
Dilma acusou Marina de "mudar de opinião com muita facilidade"

A presidente Dilma Rousseff rebateu as críticas da candidata à presidência da República pelo PSB, Marina Silva, sobre os dados do PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) divulgada nesta quinta-feira (18). Dilma voltou a criticar a adversária pela falta de posicionamento e questionou alguns dados que refletem a piora do Brasil e alguns aspectos.

De acordo com a presidente, Marina queria atualizar as leis trabalhistas do País, mas mudou de ideia depois de ouvir um posicionamento diferente.


— O problema da minha adversária que ela muda de opinião com muita facilidade. Ontem eu disse que não mexeria nos diretos trabalhistas, que são conquistas históricas do Brasil, nem que a vaca tussa. Ela tinha dito que ia atualizar os diretos trabalhistas. Agora ela mudou de posição, disse que não vai atualizar não. Eu nunca sei de fato o que ela pensa porque ela diz uma coisa num dia e outra coisa no outro dia.

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Após da divulgação dos dados da PNAD, Marina Silva afirmou que a presidente deveria explicar para população porque o País está pior. Segundo a socialista, o levantamento mostra que o Brasil não está mais no processo virtuoso de redução das desigualdades.

De acordo com os números da PNAD, a desigualdade social voltou a subir. Mas, para a presidente a queda reflete uma “flutuação” dos dados.


— Eu acabei de explicar todas as questões relativas à PNAD, acabei de explicar os dados como eles são. A desigualdade flutua. Nesse período ela deu uma flutuada, mas todos os dados que nós temos, do próprio IBGE, mostra um a queda de 0,1% no mês. Nunca isso ocorreu, a não ser em 2004.

As declarações foram dadas à imprensa, no Palácio da Alvorada, em Brasília. Durante a entrevista, a presidente também fez questão de defender o modelo de desenvolvimento do PT e aproveitou para criticar mais uma vez os projetos dos adversários.


— Quem acha que esse modelo de distribuição de renda se esgotou são aquelas pessoas que não percebem em que ela [distribuição de renda] está baseada. Quem quer acabar com valorização do salário mínimo, reduzir a política que financia o microempreendedor individual via bancos púbicos, não vai segurar esse modelo de redução da desigualdade. 

Promessas

Questionada sobre suas propostas de governo para manter a redução de desigualdade e a distribuição de renda nos próximos quatros anos, a presidente afirmou que é preciso investir em educação.

Enaltecendo programas como o Ciência Sem Fronteira, ela afirmou que o próximo passo é modificar o currículo escolar e garantiu que, se for reeleita, vai alterar os conteúdos ministrados nas escolas.

— No ensino fundamental e no ensino médio nós temos de mudar o currículo, temos de adaptá-lo à modernidade, focá-lo mais, garantir mais professores nas salas de aula. Nunca prometi em campanha, estou prometendo em campanha, não há com melhorar a educação brasileira sem mudar currículo.

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