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Eleições 2014

Grupo de Marina diz que projeto para inibir criação de novos partidos é "golpe contra a democracia"

Executiva do Rede Sustentabilidade criticou postura do governo no processo

Eleições 2014|Do R7

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A Executiva Nacional da Rede Sustentabilidade — partido que está sendo criado pela ex-senadora Marina Silva — divulgou nesta segunda-feira (15) nota na qual chama o PL (Projeto de Lei) 4.470/2012, do deputado Edinho Araújo (PMDB-SP) — que limita o acesso de novas legendas a fundo partidário e tempo de televisão — de "golpe contra a democracia".

Os marineiros reclamam ainda da postura do governo federal, que estaria acelerando a tramitação do projeto para "proteger seus próprios interesses".


De acordo com o texto do PL, se um partido se formar durante uma legislatura, — como é o caso da Rede — ele não participa do rateio de 95% do fundo e na divisão de dois terços da propaganda de TV, proporcionalmente ao número de representantes na Câmara dos Deputados.

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O grupo de Marina diz que a pressa do governo em aprovar o projeto que "inibir o fortalecimento e a estruturação de legítimas novas forças políticas".

Confira abaixo a íntegra da nota:


Golpe contra a Democracia

O governo tentará novamente aprovar nesta semana o projeto do deputado Edinho Araújo (PMDB-SP) que acaba com o fundo partidário e o tempo de TV para os novos partidos. É um golpe contra a democracia para inibir o fortalecimento e a estruturação legítima de novas forças políticas, como a Rede Sustentabilidade.


Por que o governo não convoca sua base parlamentar para votar a verdadeira reforma política, que está parada na Comissão Especial da Reforma Política? E por que apenas esse projeto está seguindo essa tramitação acelerada, na base da pressão política e sem um debate mais amplo com a sociedade?

Porque querem apenas proteger seus próprios interesses e usam o poder para eliminar de forma casuística quem ameaça a reeleição do governo. Mas a REDE não vai se calar frente a essa tentativa de golpe.

A REDE acredita que o Congresso Nacional deve discutir uma Reforma Política de verdade, que enfrente os temas realmente importantes para o aprofundamento da democracia e da participação popular nas decisões políticas, que discipline o financiamento de campanhas eleitorais, que acabe com os privilégios de parlamentares e o monopólio dos partidos políticos sobre as candidaturas e tantas outras questões fundamentais para melhorar a qualidade da representação política da sociedade nos espaços institucionais.

Essa é a Reforma Política que interessa à sociedade brasileira.

Comissão Executiva Nacional - Rede Sustentabilidade

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