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Eleições 2014

Indústria brasileira não tem solução se PIB patinar a 1,5%, diz Eduardo Campos

Candidato do PSB ao Planalto se reuniu hoje com representantes da indústria da transformação

Eleições 2014|Diego Junqueira, do R7

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"A questão central é voltar a crescer", diz Eduardo Campos
"A questão central é voltar a crescer", diz Eduardo Campos

O candidato à Presidência da República pelo PSB, Eduardo Campos, afirmou na manhã desta quinta-feira (7), em São Paulo, que a indústria nacional vive “seu momento mais duro dos últimos 40 anos” e que, para resgatar o setor, o País precisa crescer a taxas superiores a 1,5%.

Durante encontro com diretores e representantes da indústria da transformação, na sede da Abimaq (Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos), o ex-governador de Pernambuco afirmou que o Brasil vai encerrar 2014 com dados econômicos piores que os de 2009, ano seguinte ao início da crise econômica internacional.


Segundo dados da Abimaq, as vendas para o mercado interno da indústria de produção de máquinas caíram 30% no primeiro semestre de 2014, levando também a uma retração de empregos, da ordem de 2,2% no período.

Para Campos, “quem assiste à sua indústria de bens de capital cair 30% tem que entender que a sua indústria foi parar na UTI”.


— A questão central é voltar a crescer. E não tem solução para o País se [o PIB] ficar patinando a 0,9% ou 1,5%.

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A previsão do Banco Central para o País é de crescimento de 1,6% neste ano.

O setor industrial vem sendo o mais atingindo pela recente desaceleração econômica do País. Segundo dados do primeiro trimestre de 2014, divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em maio passado, quando o PIB total cresceu 0,2% ante o último trimestre de 2013, a indústria caiu 0,8%. Como comparação, o setor agropecuário cresceu 3,6% e o de serviços, 0,4%. Já na comparação com o mesmo trimestre de 2013, a indústria como um todo avançou 0,8%.


O emprego industrial também vem sendo afetado. O total do pessoal ocupado assalariado recuou 0,7% em maio ante abril, segundo a Pesquisa Industrial Mensal: Emprego e Salário, do IBGE. Na leitura anterior, o emprego no setor já tinha encolhido 0,4%.

Para Campos, que prometeu não ter “vergonha” de “priorizar” a indústria nacional em seu programa de governo, o setor vem sendo afetado, entre outros motivos, pela valorização do real, que minou a competitividade industrial e prejudicou as importações, num cenário já agravado pelo enfraquecimento das vendas internas.

O pernambucano voltou a culpar também o que chama de “presidencialismo de coalizão”, uma crítica que repete em praticamente todos os seus eventos de campanha.

Segundo o pessebista, a crise de 2008 enfraqueceu os mercados internos mundo afora. Em razão disso, as nações industrializadas correram atrás de mercados estrangeiros para ampliar as vendas. Para ele, o País deve trilhar o mesmo caminho.

— Essa recomposição [econômica] tem sido feita por expressivos blocos econômicos, para buscar o mercado que se perdeu internamente. Isso leva à competitividade a outro patamar, num mundo mais voraz em busca de mercado.

Atualmente, o Brasil tem acordo de livre-comércio firmado com os países do Mercosul (Argentina, Paraguai, Uruguai e Venezuela) e também com Israel, Egito e a Autoridade Nacional Palestina.

Um acordo entre Mercosul e União Europeia vem sendo negociado há 20 anos, entre idas e vindas, mas voltou a se estreitar no ano passado com maior participação do governo brasileiro.

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