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Eleições 2014

Marina rebate acusação de plágio: "Defesa dos direitos humanos não deve ser privatizada"

Campanha de Aécio Neves acusou programa do PSB de plágio de proposta de FHC

Eleições 2014|Diego Junqueira, do R7

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Marina Silva discursa na Faculdade de Medicina da USP
Marina Silva discursa na Faculdade de Medicina da USP

A candidata do PSB à Presidência da República, Marina Silva, rebateu nesta quarta-feira (3) as acusações de que seu programa de governo teria plagiado o Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH) do governo de Fernando Henrique Cardoso.

Durante encontro com médicos em São Paulo, na Faculdade de Medicina da USP, a pessebista afirmou que a acusação é “pouco generosa” e que a “defesa dos direitos humanos não deve ser privatizada” por nenhum partido ou figura política.


— A luta pelos direitos humanos é uma conquista da humanidade, uma conquista da sociedade brasileira e não pode ser fulanizada.

Marina afirmou que, se encontrar no programa de seus adversários suas bandeiras defendidas como ambientalista, como por exemplo a continuidade do plano de desmatamento “eu vou me sentir muito feliz e honrada, porque eu não tenho uma atitude exclusivista”.


— As coisas boas devem estar em todos os programas de governo.

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Marina ainda questionou a notícia de que ela já teria escolhido alguns nomes para compor um possível futuro governo — a informação foi veiculada hoje pelo jornal Folha de S.Paulo.

— Da minha coligação não pode ser [que tenham surgido a indicação de nomes]. Pra você nomear ministros é preciso ser nomeado primeiro pelo povo brasileiro.

A candidata voltou a prometer o aumento do investimento em saúde e educação, mesmo sem dar detalhes sobre a fonte dessa verba. Para investir 10% do PIB em educação e 10% da Receita da União em saúde, Marina negou que aumentaria impostos.

— [Os recursos virão] pela eficiência da gestão estatal e pela diminuição do tamanho da máquina pública, inclusive com apoio dos recursos vindos do pré-sal.

Rede X PSB

— Vou continuar solidária ao PSB, que me acolheu nesse momento difícil, em que o partido precisa estabilizar o seu processo político interno pela perda da sua liderança. Isso eu vou fazer, independente de ser filada ou não.

Marina afirmou que “é uma questão de tempo” até a formalização da Rede como partido.

— Eu sou militante de um movimento político que irá se transformar em partido. Isso é só uma questão de tempo e independe da minha vontade. A Rede não é o partido da Marina. A Rede é um partido de um movimento social que tem o direito legítimo de ter o seu registro.

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