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Eleições 2014

Marina Silva diz que novo partido não fará "recrutamento de parlamentares"

Ex-senadora lançou a Rede Sustentabilidade neste sábado (16)

Eleições 2014|Marina Marquez, do R7, em Brasília

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A ex-senadora Marina Silva disse neste sábado (16) que o novo partido Rede Sustentabilidade, lançado hoje em Brasília, não fará um recrutamento ou caça a parlamentares para montar uma bancada e viabilizar um maior tempo de TV em 2014 para as candidaturas que lançar. 

— Parlamentares que já estão na origem estão vindo num ato de livre espontânea vontade. Ninguém está fazendo abordagem ou caça ao parlamentar. Não estamos fazendo de tudo para ter uma bancada. Quem vier, virá por identidade programática. 


Segundo ela, vários parlamentares têm pedido para conversar e mostrado apoio, mas ela acredita que poucos sairão dos atuais partidos.

— Somos um movimento e muito dos nossos aliados continuarão nos seus próprios partidos, não virão para Rede, mas serão nossos aliados. 


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Ela acredita que essas pessoas possam apoiar o partido em uma suposta candidatura e que não há nenhum partido com quem não se fará alianças, desde que o programa de política seja o mesmo.


— Vamos fazer alianças com qualquer partido que tenhamos identidade programática. Fizemos isso em 2010 e 2012. Apoiei candidaturas do PP, PPS, PSB, PMDB, PV, PSOL. Todos foram programáticos e continuará sendo assim. Queremos uma desconstrução de que o partido tem o monopólio da política. 

Candidatura


A ex-senadora afirmou que a sua candidatura em 2014 é uma possibilidade, mas que o partido está aberto a outras possibilidades também.

— Estou focada que a Rede possa ser instrumento para a política brasileira e obviamente que encaro a possibilidade da minha candidatura. 

No entanto, Marina evitou falar em números, sucesso ou derrota nas próximas eleições. Segundo ela, 2010 foi "um momento único".

— Acredito na política como um processo vivo e único, que não se repete. Não vamos repetir 2010 porque não tem como repetir. Foi momento único para o País e na minha vida. Vou falar como meu amigo Gil [Gilberto Gil]. Pode ser mais, pode ser menos, ou não. 

Marina disse ainda que não haverá uma definição se o partido será base aliada ou oposição ao governo Dilma Rousseff. Segundo ele, a posição será semelhante à candidatura de 2010, "nem direita, nem esquerda".

— Hoje estamos indo cada vez mais para mundo dos paradoxos. Sou oposição? Nem oposição nem situação. Eu assumo posição, algumas delas conjuntamente, outras diferentes. Quando me faziam essa pergunta na campanha de 2010, se eu era esquerda ou direita, nós respondíamos que nem esquerda, nem direita, estamos a frente. Continuamos a frente.

Estatuto

O estatuto do partido determina que haverá um teto para doação às candidaturas. Cada tipo de candidato, se é vereador, prefeito, deputado, senador, governador, etc, terá um máximo de dinheiro que poderá ser doado por pessoas físicas e jurídicas e esse limite será votado pelos filiados, antes de 2014.

Segundo os integrantes, no entanto, uma cláusula é explícita e não haverá mudança: Não serão aceitos doadores da indústria de armas, agrotóxicos, bebida alcoólica e tabaco.

O estatuto diz também que não serão aceitos candidatos ficha suja, mas durante a organização do evento, falou-se em aceitar filiados que já foram condenados na Justiça.

Durante a coletiva de imprensa, a vereadora Heloisa Helena (PSOL-AL) esclareceu que isso não serve para "políticos desonestos".

— Não vamos aceitar ladrão. Condenado por improbidade administrativa não. Trabalhador sem-terra que ocupou terra e acabou preso, condenado, pode ser filiado. Mas ladrão de cofres públicos, político desonesto não vai entrar. Não há nenhuma flexibilidade quanto à honestidade.

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