Com Fernando Pimentel, PT tenta feito inédito de eleger governador em Minas
Ex-prefeito de BH foi ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior de Dilma
Minas Gerais|Do R7

Um dos fundadores do PT (Partido dos Trabalhadores), Fernando Pimentel é o candidato ao Governo de Minas Gerais pela coligação Minas Por Você, que reúne PMDB, PC do B, PRB e Pros.
Nascido em 31 de março de 1951, no bairro Carlos Prates, região noroeste de Belo Horizonte, se aproximou da política pelo movimento estudantil após o Golpe Militar, em 1967 . Três anos depois, foi preso no Rio Grande do Sul, onde foi torturado e mantido por nove meses em uma cela sem janela.
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Em 1971, foi transferido para Juiz de Fora, na Zona da Mata, onde passou dois anos em um presídio destinado a presos políticos. Os últimos seis meses de prisão foram cumpridos no DOPS, em Belo Horizonte.
Formado em economia pela PUC Minas, exerceu o cargo de professor-assistente na Faculdade de Ciências Econômicas da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais). Em 1991, assumiu o primeiro de três mandatos como presidente do Conselho Regional de Economia do Estado.
Vida Política
Pimentel foi secretário de Fazenda do governo Patrus Ananias em Belo Horizonte, de 1993 a 1996, e secretário de Governo, Planejamento e Coordenação Geral do prefeito Célio de Castro, de 1997 a 2000. Nas eleições seguintes, foi vice-prefeito na chapa de Célio de Castro.
Em 2001, com o afastamento de Castro por motivos de saúde, assumiu a gestão municipal. Em 2005, tomou posse como prefeito da capital mineira com 68,5% dos votos válidos. Em 2008, foi eleito o oitavo melhor prefeito do mundo pela organização inglesa World Mayor.
Entre 2011 e fevereiro deste ano, foi ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior da presidente Dilma Rousseff.
Candidato que recebe apoio da presidente Dilma Rousseff em Minas, Pimentel apoia o empresário Josué Alencar (PMDB) ao Senado.
Polêmicas
Pimentel foi acusado pela Procuradoria Geral da República de desviar R$ 5 milhões quando era prefeito de BH, em 2004. A denúncia, de 2012, afirma que ele firmou convênio com a CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas) para instalação das câmeras de monitoramento do sistema Olho Vivo sem processo de licitação. Parte do recurso também teria sido usada para quitar dívidas do INSS da CDL com a prefeitura. O petista nega a acusação. O processo, que passou pelo STF (Supremo Tribunal Federal), deve retornar à primeira instância mineira.
Um dos principais interlocutores da presidente Dilma Rousseff, Pimentel manteve empresa de consultoria ao sair da prefeitura que faturou R$ 2 milhões entre 2009 e 2010. Acusado de tráfico de influência para dobrar o próprio patrimônio em dois anos, sempre negou irregularidades nos contratos e afirma que quando assumiu o ministério já não respondia pela empresa.
Propostas
Pimentel propõe revisar a legislação tributária do Estado e criar o cartão de crédito tributário para fortalecer órgãos de agriculura. Promete pagar o piso nacional aos professores e ampliar vagas de ensino profissionalizante e ensino em tempo integral. Defende a destinação de 12% do orçamento para a área de saúde e a construção de hospitais regionais. Pimentel defende o modelo de concessão de rodovias estaduais para a iniciativa privada.
